“Falta o recurso”, diz Braga Netto sobre principal problema da Defesa

Em audiência no Senado Federal, ministro disse que redução no Orçamento da pasta em 2021 impactou projetos estratégicos

atualizado

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1 de 1 Foto colorida do general Braga Netto - Metrópoles - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, disse nesta quinta-feira (29/4), em audiência no Senado Federal, que o maior desafio atual da pasta é a falta de recursos.

“Se os senhores me falarem: ‘Ministro, me cite o problema da Defesa’. O problema da Defesa é exatamente recurso, porque capacidade, profissionalismo, tudo isso nós temos. Falta o recurso para implementar”, disse ele a senadores.

O ministro esclareceu que a redução de R$ 1,8 bilhão no orçamento da pasta em 2021 provocou um “alongamento de projetos estratégicos”, impactando principalmente Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), o caça FX-2 e a base industrial de defesa.

Segundo Braga Netto, com o bloqueio no orçamento da Defesa, da ordem de R$ 1,36 bilhão, os recursos só vão atender metade das necessidades orçamentárias deste ano. A pasta foi uma das mais impactadas pelos bloqueios, atrás do Ministério da Educação, com contingenciamento de R$ 2,7 bilhões, e do Ministério da Economia, com R$ 1,4 bilhão.

Esses bloqueios podem ser revertidos no todo ou em parte caso o desempenho das despesas fique inferior ao previsto, liberando espaço para novos gastos.

Audiência no Senado

Braga Netto e os comandantes do Exército, Paulo Sérgio Nogueira; da Marinha, Almir Garnier Santos; e da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior, participam nesta quinta de audiência na Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado.

O Regimento Interno do Senado prevê que a comissão “promoverá audiências públicas, no início de cada sessão legislativa, com os Ministros das Relações Exteriores e da Defesa para prestarem informações no âmbito de suas competências”.

A presidente da comissão, senadora Kátia Abreu (PP-TO), abriu os trabalhos afirmando que a sociedade confia no trabalho desempenhado pelas Forças Armadas. “Nós confiamos que eles protegem, que eles cuidam, que eles dão sustentação, principalmente, à nossa democracia, que nós tanto preservamos”, disse a senadora.

Convocação na Câmara

Em outra frente, Braga Netto deverá prestar esclarecimentos na Câmara dos Deputados sobre questões específicas, conforme requerimento de convocação aprovado na quarta-feira (28/4) pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC).

O ministro deverá prestar informações sobre vagas de UTI ociosas nos hospitais das Forças Armadas e esclarecer a compra de picanha, cerveja, bacalhau, filé e salmão pelas Forças Armadas.

Braga Netto está no comando da Defesa há um mês, após um rearranjo em seis ministérios do governo Bolsonaro. Antes de assumir o posto, ele desempenhou a função de ministro da Casa Civil.

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