Em post, Bolsonaro culpa desvios na Petrobras por preço do combustível

Na primeira publicação de 2022, presidente disse que companhia estatal ainda vem se recuperando de “desmandos e desvios”

atualizado 01/01/2022 15:59

PetrobrasMichael Melo/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) dedicou o primeiro post de 2022 a fazer comentários sobre a Petrobras. Em publicação feita no início da manhã deste sábado (1º/1), o mandatário afirmou que a companhia estatal “vem se recuperando de desmandos e desvios praticados num passado bastante recente, mas que ainda refletem nos preços dos combustíveis de hoje”.

Na publicação, Bolsonaro disse ainda que a dívida da petroleira caiu em 2021, acompanhada por uma recuperação bilionária decorrente de acordos de leniência e delações premiadas. “Prova inconsteste da corrupção existente na empresa”, escreveu.

Na sequência, Bolsonaro discutiu com usuários sobre o assunto em comentários feitos na publicação e, sem citar nomes, criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja:

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Ao longo do terceiro ano de mandato, Bolsonaro foi cobrado pelos altos preços dos combustíveis no país, que atingiram recordes em todos os estados.

Pressionado pelas seguidas altas, ele ameaçou alterar a política de preços, que são atrelados ao câmbio e ao valor do barril de petróleo no mercado internacional, mas recuou frente à reação negativa do mercado financeiro.

Em outro movimento, ao perceber que os altos preços da gasolina e do botijão de gás contribuíram sobremaneira para a redução de sua popularidade, o chefe do Executivo comentou que o governo federal estaria pensando em privatizar a estatal.

“Quando o preço aumenta nos Estados Unidos, culpam o Joe Biden ou Trump; aqui culpam a mim. Eu não tenho como interferir no preço da Petrobras. Se eu interferir, vou responder por crime, eu e o presidente da Petrobras. A gente quer resolver o problema, mas não queremos o problema pra nós também. O ideal é ficar livre da Petrobras, privatizá-la pra muitas empresas”, afirmou Bolsonaro em novembro.

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