Em Manaus, Bolsonaro ataca demarcações e prega legalização do garimpo

O presidente ainda defendeu parcerias com empresas estrangeiras para exploração de riquezas minerais na Amazônia

Marcos Corrêa/PR

atualizado 25/07/2019 14:38

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) discursou na Superintendência da Zona Franca da Manaus, nesta quinta-feira (25/07/2019), e disse que a região sofreu com o que chamou de “indústria da demarcação de terras indígenas“, ocorrida em governos anteriores. Para ele, os índios brasileiros ficaram reclusos como se fossem “um ser humano da pré-história”.

Bolsonaro afirmou intenção de “legalizar o garimpo” na região e de permitir que empresas estrangeiras possam explorar as riquezas da Amazônia, em parceria com companhias brasileiras.

“Queremos integrar o índio e fazer o casamento do meio ambiente com o progresso”, disse o presidente, ao participar da abertura da 287ª reunião ordinária da Suframa. “Lamentavelmente, veio a indústria da demarcação das terras indígenas, tornando o índio recluso, como se fosse um ser humano da pre-história”, apontou.

O chefe do Executivo, afirmou que há tudo “para fazer da região um marco econômico do país”. “Temos uma área riquíssima e ninguém mais tem o que nós temos aqui”, completou.

Ao discursar, Bolsonaro fez elogios a ex-presidentes militares, como o general Castelo Branco e Ernesto Geisel, que criaram respectivamente a Zona Franca de Manaus e a BR-319, que liga a capital manauara a Porto Velho (RO). O presidente disse também essa rodovia será asfaltada, mesmo com todas as dificuldades econômicas vividas pelo governo.

“Nossa BR 319 será asfaltada, mesmo tendo encontrado um país destruído economicamente. Estamos trabalhando no sentido de atender a todos, não interessa qual região que esteja demandando”.

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