Em live, Bolsonaro põe em dúvida eficácia das máscaras contra Covid-19

Presidente citou estudo de universidade alemã, sem dizer quais, que indicaria vários efeitos colaterais em crianças que usam a proteção

atualizado 26/02/2021 1:49

Hugo Barreto/Metrópoles

Durante sua tradicional e semanal live nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) dedicou uma parte da transmissão para questionar a eficácia das máscaras de proteção no combate à disseminação da Covid-19. Para embasar a tese, citou um estudo de uma universidade alemã, sem dizer quais, que teria concluído que a máscara é prejudicial às crianças.

O presidente elencou alguns efeitos que esse item de proteção, segundo o estudo, causaria sobre crianças: irritabilidade, dor de cabeça e dificuldade de concentração, diminuição da percepção de felicidade, recusa a ir para a escola ou creche, desânimo, comprometimento da capacidade de aprendizado, vertigem e fadiga.

“Então começam a aparecer aqui os efeitos colaterais das máscaras”, observou o presidente. “Não vou entrar em detalhes porque tudo deságua em críticas em cima de mim, né? Eu tenho a minha opinião sobre máscara e cada um tem a sua. Mas a gente aguarda um estudo mais aprofundado sobre isso por parte de pessoas competentes”.

As declarações do presidente foram feitas no exato dia em que o Brasil bateu um recorde no número de mortes por Covid-19.

Em números absolutos, o país registrou 1.541 óbitos em decorrência da Covid-19 e 65.998 novas infecções de coronavírus nas últimas 24 horas, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

No total, o Brasil já perdeu 251.498 vidas para a doença e computou 10.390.461 casos de contaminação.

Recomendações

O uso de máscaras para a proteção contra o coronavírus só não é recomendado pela Organização Mundial da Saúde OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para crianças abaixo de 5 anos. Já a Sociedade Brasileira de Pediatria não indica o uso da proteção para menores de 2 anos, por risco de sufocamento.

Em novembro de 2020, Bolsonaro já havia afirmado, em conversa com apoiadores, que o uso de máscara “é pouco eficaz”.

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