Bolsonaro investe contra máscaras para evitar Covid-19: “É pouco eficaz”

O presidente afirmou que essa é uma questão que ele ainda precisa "acertar". Ele também voltou a criticar a obrigatoriedade da vacina

atualizado 27/11/2020 23:03

Presidente Jair Messias Bolsonaro _ cerimonia programa idosoRafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou na noite desta sexta-feira (27/11), em conversa com apoiadores, que o uso de máscara “é pouco eficaz”. O chefe do Executivo ainda disse que essa é uma questão que ele precisa resolver. Desde o início da pandemia de coronavírus, especialistas e estudos têm sustentado a eficácia do equipamento de proteção para evitar a disseminação do vírus.

“A última coisa que falta eu acertar é a máscara. Ela é pouco eficaz”, disse Bolsonaro ao chegar no Palácio da Alvorada.

O presidente ainda criticou as constantes preocupações com a vacina contra a Covid-19. Para ele, a vacinação não deve ser obrigatória, já que “quem não tomar será negligente com a própria vida, não com a do outro”.

“E, agora, que preocupação com a vacina, hein? O país que fabricar e for reconhecido pela Anvisa, primeiro tem que aplicar no seu povo. Eu já peguei o vírus e não vou tomar a vacina. Não pode ser obrigatório esse negócio”, falou.

Economia

Ao ser questionado sobre a continuidade do pagamento do auxílio emergencial em caso de uma 2ª onda de coronavírus, Bolsonaro disse que “não vai haver”. “Quebra a economia. Será que os governadores vão continuar fechando tudo?”, questionou, em tom de indignação.

O presidente disse que, se tivesse como, daria auxílio emergencial para a população acima de 65 anos. “E podia ser até um valor maior”, falou.

Bolsonaro também criticou as medidas de isolamento social, afirmando que em nenhum momento mandou as pessoas ficarem em casa. “O desemprego mata muito mais do que o vírus. Lamentavelmente morreu muita gente, mas fizeram pânico na população”, concluiu.

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