Em Alagoas, Bolsonaro chama Lula de “ladrão de nove dedos”. Veja

Na ocasião, Bolsonaro também chamou o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid no Senado, de "vagabundo"

atualizado 13/05/2021 21:19

Bolsonaro em AlagoasAlan Santos/PR

Após o instituto Datafolha divulgar, nessa quarta-feira (12/5), a primeira pesquisa de intenção de voto para 2022, na qual o ex-presidente Lula aparece em vantagem, o atual chefe do governo, Jair Bolsonaro (sem partido), subiu o tom durante evento em Alagoas, nesta quinta (13), e alfinetou o petista, chamando-o de “ladrão de nove dedos”.

A declaração ocorreu enquanto Bolsonaro comentava sobre o trabalho do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, durante a entrega de 500 unidades habitacionais no Residencial Oiticica I, em Alagoas.

“A Caixa, lá atrás, com aquele ladrão de nove dedos, dava prejuízo. Em nosso governo, com a liberdade que você tem, mais que lucro, ela traz benefícios para todos nós do Brasil”, disse Bolsonaro.

Veja:

Juntando todos os pesquisados pelo Datafolha, no primeiro turno, Lula alcançou 41% das intenções de voto e lidera com folga. Em segundo, vem o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), com 23%; seguido pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro (sem partido), com 7%; o ex-ministro da Integração Ciro Gomes (PDT), com 6%; o apresentador Luciano Huck (sem partido), com 4%; o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que obtém 3%; e, empatados com 2%, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o empresário João Amoêdo (Novo).

Renan Calheiros

Durante a viagem, Bolsonaro estava acompanhado pelo senador e ex-presidente cassado Fernando Collor (Pros-AL) e pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Na ocasião, Bolsonaro também chamou o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid no Senado, de “vagabundo”.

“Se Jesus teve um traidor, temos um vagabundo inquirindo pessoas de bem. É um crime o que vem acontecendo com essa CPI”, disparou o mandatário do país.

Na quarta (12/5), o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, havia chamado Renan de vagabundo, durante depoimento do ex-secretário de Comunicação Social da Presidência Fabio Wajngarten na CPI, o que ensejou a militância bolsonarista a repetir o xingamento.

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