Desde a posse, Bolsonaro trocou cinco ministros; relembre casos

Caso mais recente foi a ida do ex-ministro do Desenvolvimento Regional Gustavo Canuto para a Dataprev

atualizado 07/02/2020 12:39

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Desde que assumiu o comando do Palácio do Planalto, em 1º de janeiro de 2019, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) trocou os titulares do primeiro escalão cinco vezes.

A mais recente mudança ocorreu nessa quinta-feira (06/02/2020), com a ida do ex-ministro do Desenvolvimento Regional Gustavo Canuto para a Dataprev, estatal responsável pelo processamento de dados das aposentadorias. No lugar, assume o agora ex-secretário especial de Previdência e Trabalho Rogério Marinho.

Ele foi nomeado secretário da Previdência pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda no governo de transição, no fim de 2018. O ex-secretário foi o principal articulador da reforma da Previdência no Congresso Nacional.

Relembre a seguir as baixas no primeiro escalão do governo Bolsonaro

A primeira baixa ocorreu logo no segundo mês da gestão Bolsonaro, quando o presidente demitiu o então secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno. No lugar, assumiu Floriano Peixoto. A demissão de Bebianno ocorreu em meio a suspeitas de que o PSL, antigo partido de Bolsonaro, usou candidaturas laranja nas eleições de 2018.

Semanas antes da queda do ex-ministro, o jornal Folha de S.Paulo informou que, quando Bebianno presidia o PSL, o partido repassou o valor de R$ 400 mil a uma candidata à deputada federal de Pernambuco. Segundo o veículo, o repasse foi feito quatro dias antes das eleições, e ela recebeu 274 votos. Bebianno negou irregularidades em sua gestão.

Dois meses depois, em abril, foi a vez do então titular da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, ter a demissão anunciada. O substituto foi Abraham Weintraub, que coleciona polêmicas desde que assumiu a pasta. A mais recente delas diz respeito a erros na correção das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019.

No tempo em que ficou à frente do MEC, Vélez enfrentou uma “guerra interna” no ministério  provocada por desentendimentos entre militares e seguidores do escritor Olavo de Carvalho. Ele ainda protagonizou uma série de polêmicas, entre as quais, afirmou que “a universidade não é para todos” e, em outra ocasião, disse em entrevista que “o brasileiro parece um canibal quando viaja ao exterior”. Depois, disse ter sido “infeliz” na declaração.

Em seguida, dessa vez em junho do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro optou por demitir o então titular da Secretaria de Governo da Presidência, Carlos Alberto Santos Cruz. Atualmente, no comando da pasta está o general Luiz Eduardo Ramos.

Santos Cruz foi demitido devido a supostas mensagens do ex-ministro em um grupo de aplicativo de troca de mensagens com críticas ao próprio presidente. O então ministro argumentou que não era o autor das mensagens, mas a demissão foi inevitável. A perícia, meses depois, confirmou a versão de Santos Cruz. 

No mesmo mês, houve nova troca na Secretaria-Geral da Presidência. No lugar de Floriano Peixoto, que deixou a pasta para presidir os Correios, assumiu o atual ministro, Jorge Oliveira.

Floriano Peixoto substituiu o general Juarez Cunha, que teve a demissão anunciada por Bolsonaro após comportamento “sindicalista”. O ex-presidente dos Correios havia se manifestado contrariamente à privatização da empresa.

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