CPI da Covid quer investigar empresas que administram hospitais no Rio

Durante o depoimento, Wilson Witzel sugeriu que a comissão investigasse os hospitais federais no Rio de Janeiro, pois eles teriam "donos"

atualizado 16/06/2021 17:41

Omar Aziz e Randolfe Rodrigues falam com a imprensa após o fim da segunda reunião da CPI da Covid 1Rafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), e o vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmaram, nesta quarta-feira (16/6), que o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel abriu um novo flanco de investigação na comissão: as organizações sociais (OSs) que gerem os hospitais no Rio.

O colegiado deve analisar o requerimento para um novo depoimento em reserva de Witzel e as quebras de sigilo das empresas que administram os hospitais fluminenses na próxima sexta-feira (18/6).

“[Witzel] Deu uma contribuição muito grande. Indicou as OSs que trabalham no Rio há muitos anos, inclusive nos hospitais do governo federal. Ele deixou claro que tem propina nisso, tem desvios de recurso. Cabe a nós, estando na CPI agora, investigar essas empresas”, afirmou Aziz.

“Quem ouviu o governador falar precisa tomar providências urgentes porque, se não, estará prevaricando”, acrescentou.

Já Randolfe disse que o Witzel apresentou o nome de, ao menos, cinco organizações sociais que administram hospitais. “Ele declinou para nós o nome de cinco empresas, de cinco OSs, que, no dizer do ex-governador, tem dono e lucram com a morte de cariocas e fluminenses.”

“As informações que ele trouxe abriram um novo caminho para a investigação: nós descobrimos hoje que as medidas contra a covid tiveram não somente a participação de parlamentares, mas também da milícia. Tem atuação miliciana nos hospitais do Rio”, disse.

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Durante o depoimento, Witzel sugeriu que a comissão investigasse os hospitais federais no Rio de Janeiro, pois estes teriam “donos”. “Certamente, ali tem dono”, disse.

A CPI da Covid tem o objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com o desabastecimento de oxigênio hospitalar, além de apurar possíveis irregularidades em repasses federais a estados e municípios.

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