Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Política

Congresso mantém veto de Bolsonaro ao orçamento impositivo

Fruto de acordo com o governo federal, a votação foi condicionada ao envio de três Projetos de Lei do Congresso Nacional (PLNs)

04/03/2020 18:12, atualizado 04/03/2020 18:21
Waldemir Barreto/Agência Senado
Plenário da Câmara dos Deputados durante votação dos vetos presidenciais

O Congresso Nacional manteve, nesta quarta-feira (04/03), os dispositivos do veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que diziam respeito ao orçamento impositivo na Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020. Fruto de acordo com o governo federal, a votação foi condicionada ao envio de três Projetos de Lei do Congresso Nacional (PLNs) regulamentando o orçamento.

Na prática, os textos enviados pelo governo orientam como serão aplicadas as emendas de comissões permanentes e de relator e repartem o valor desses recursos entre o governo federal e o Congresso. As propostas do Executivo federal foram encaminhadas na tarde dessa terça-feira (03/03) à Casa, após pressão dos parlamentares.

Apesar de, com os PLNs, o Congresso ter aceitado manter os vetos, tanto parlamentares quanto governo evitam falar em “acordo”. No discurso oficial, a regulamentação do orçamento impositivo apenas diluem dúvidas que haviam até então e que agora ficam sanadas.

Agora, resta votar os PLNs que tramitaram no prazo regimental na Comissão Mista de Orçamento (CMO). A previsão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), é de que eles passem pelo plenário na próxima terça-feira (10/03).

Entenda os projetos
Na prática, os projetos de lei preveem que, dos R$ 30 bilhões em emendas, aproximadamente R$ 15 bilhões ficarão sob a alçada do governo federal, classificadas como emendas discricionárias, em vez de emendas de relator. As emendas indicadas pelas comissões e pelo relator só ficariam sob domínio dos congressistas quando o valor representasse um acréscimo ao antes planejado pelo Executivo.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Os outros R$ 15 bilhões se tratam de estimativas de receitas que financiarão programas prioritários a serem definidos pelo governo. A alocação desses recursos seria feita pelo Congresso. No entanto, isso dependeria da execução da receita.

Desse montante, há ainda recursos que nem sequer foram obtidos pelo Executivo. Aproximadamente R$ 6 bilhões dependem da aprovação da PEC emergencial, enviada pelo governo federal no “pacotão” do ministro da Economia, Paulo Guedes, para aliviar os cofres públicos.

Congresso mantém veto de Bolsonaro ao orçamento impositivo