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Política

Com HC, Witzel confirma ida à CPI: "Responderei o que for possível”

Ex-governador do Rio de Janeiro diz que vai sugerir à comissão a quebra de sigilo contra quem "financiou o golpe que o afastou do cargo"

Repórter de Política15/06/2021 20:50, atualizado 15/06/2021 20:51
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Tomaz Silva/Agência Brasil
Witzel

Após ter habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15/6), o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel afirmou que vai prestar depoimento à CPI da Covid nesta quarta-feira (16/6), mesmo que com a opção de não comparecer, por decisão do ministro Nunes Marques. “Responderei a todas [as perguntas] que for possível”, afirmou Witzel ao Metrópoles.

A decisão do magistrado também permite que, caso Witzel queira comparecer à comissão, fique livre de responder às perguntas dos senadores.

O ex-governador assegurou que pretende conversar com o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), e repassar informações e pedidos de requerimentos e quebra de sigilos em relação ao processo de impeachment que sofreu. Ele está inelegível por cinco anos.

“Não posso revelar agora. Mas serão pedidos de quebra de sigilos para descobrir quem financiou e participou do golpe contra mim”, disse.

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Witzel foi citado em delação por ter indicado o município de Duque de Caxias para receber os repasses do Fundo Estadual de Saúde
Wilson Witzel
Wilson Witzel no Tribunal de Justiça do Rio
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Carlos Magno/Gov RJ
Witzel foi citado em delação por ter indicado o município de Duque de Caxias para receber os repasses do Fundo Estadual de Saúde
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Witzel foi citado em delação por ter indicado o município de Duque de Caxias para receber os repasses do Fundo Estadual de Saúde

Rafaela Felliciano/Metrópoles
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Wilson Witzel no Tribunal de Justiça do Rio
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Wilson Witzel no Tribunal de Justiça do Rio

Aline Massuca/Metrópoles

Witzel entrou com um pedido de habeas corpus junto ao STF para evitar falar sobre ações relativas ao Rio de Janeiro à CPI da Covid, sob o argumento de que ele já é investigado e a obrigação de prestar depoimento à CPI seria um desrespeito a seu direito à não autoincriminação.

O ministro Nunes Marques, do STF, concedeu o pedido e, na decisão, desobrigou o ex-governador de prestar o juramento de falar a verdade e concedeu a possibilidade de ficar em silêncio.