Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Política

Câmara aprova em segundo turno PEC do Orçamento de Guerra

Na prática, o projeto amplia a liberdade de uso de recursos pelo governo durante a pandemia e amplia as ações do Banco Central

06/05/2020 14:39, atualizado 06/05/2020 18:51
Compartilhar notícia
Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Câmara aprova em segundo turno PEC do Orçamento de Guerra

O plenário da Câmara dos Deputados concluiu nesta quarta-feira (06/05) o segundo turno da proposta de emenda à Constituição (PEC) 10/2020, que cria o chamado “orçamento de guerra“. Na prática, o projeto amplia a liberdade de uso de recursos pelo governo federal durante a pandemia do novo coronavírus, sem cumprir os “limites” impostos no orçamento original deste ano.

A matéria será promulgada pelo Congresso Nacional. Nesta tarde, foram rejeitados todos as sugestões de mudança à PEC. O texto-base foi aprovado em segundo turno por 477 votos a 1. Já a primeira etapa foi concluída na noite da última segunda (04/05). 

Essa já é a segunda vez que a Câmara aprecia a PEC. Isso porque, em 17 de abril, senadores aprovaram a proposta, mas fizeram alterações que modificaram o mérito dela. Com isso, a proposta precisou voltar à Casa.

Com a PEC, o Executivo poderá adotar processos simplificados de contratação de pessoal, em caráter temporário e emergencial, e de obras, serviços e compras nas medidas de enfrentamento à crise da Covid-19 no país.

Câmara aprova em segundo turno PEC do Orçamento de Guerra - destaque galeria
5 imagens
Na disputa pelas vagas na mesa que conduzirá os trabalhos estão o DEM de Rodrigo Maia e do Centrão de Arthur Lira
Presidente da Câmara criticou a articulação da base do governo
Rodrigo Maia recebeu parecer sobre Flordelis na residência oficial
Câmara aprova em segundo turno PEC do Orçamento de Guerra - imagem 5
Rodrigo Maia
1 de 5

Rodrigo Maia

André Borges/Esp. Metrópoles
Na disputa pelas vagas na mesa que conduzirá os trabalhos estão o DEM de Rodrigo Maia e do Centrão de Arthur Lira
2 de 5

Na disputa pelas vagas na mesa que conduzirá os trabalhos estão o DEM de Rodrigo Maia e do Centrão de Arthur Lira

Raimundo Sampaio/Esp. Metrópoles
Presidente da Câmara criticou a articulação da base do governo
3 de 5

Presidente da Câmara criticou a articulação da base do governo

Andre Borges/Especial para o Metrópoles
Rodrigo Maia recebeu parecer sobre Flordelis na residência oficial
4 de 5

Rodrigo Maia recebeu parecer sobre Flordelis na residência oficial

Reprodução
Câmara aprova em segundo turno PEC do Orçamento de Guerra - imagem 5
5 de 5

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Banco Central
O relator do texto só fez duas alterações supressivas no projeto aprovado pelos senadores: retirou o artigo 4º da PEC e um termo no artigo 8º, que limitava as ações do Banco Central durante a pandemia na compra e venda de determinados ativos em mercados secundários nacionais.

Na prática, o BC ainda só poderá comprar títulos de empresas que tenham classificação em categoria de risco de crédito equivalente a “BB – ou superior”, conferida por, ao menos, uma das três maiores agências internacionais de classificação de risco.

Durante o período de calamidade pública, ou seja, até 31 de dezembro deste ano, o Banco Central ainda poderá comprar e vender títulos de emissão do Tesouro Nacional nos mercados secundários local e internacional.

Prestação de contas
Idealizada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a proposta causou impasse entre os senadores porque, inicialmente, o texto não limitava a compra de ativos à classificação de risco das empresas, nem restringia os tipos de ações privadas que seriam negociadas pela instituição financeira.

Entre as novas regras, o BC precisará publicar diariamente as informações das operações realizadas, como, por exemplo, as condições financeiras e econômicas das operações, como taxas de juros, valores e prazos.

Além disso, o presidente do banco, Roberto Campos Neto, deverá prestar contas das operações ao Congresso Nacional a cada 30 dias.

Limite de gastos
O orçamento paralelo destinado ao combate do coronavírus não precisará cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo a PEC, esses gastos serão avaliados separadamente.

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), terá de enviar a prestação de contas no fim de cada bimestre.