Calheiros cobra coronavoucher e diz que governo “enrola” cidadão

Senador ironizou agilidade de repasse financeiro a bancos e disse que Bolsonaro é caso "patológico", que "despreza a gravidade da crise"

atualizado 01/04/2020 16:09

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) se somou, nesta quarta-feira (01/04), aos que cobram o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela sanção do auxílio emergencial de R$ 600 a informais durante a pandemia do novo coronavírus.

“O governo foi ágil para repassar dinheiro aos bancos. Para os R$ 600 que o Congresso aprovou para o cidadão, enrola”, alfinetou o emedebista. Para Calheiros, Bolsonaro é um caso “patológico”, que “despreza a gravidade da crise” e ignora panelaços que pedem a sua saída da presidência por todo o país. “Estende a mão e atira pedras”, criticou.

Além de Calheiros, outras autoridades do Congresso já cobraram a sanção do benefício, aprovado na última segunda-feira (30/03) pelo Senado. Na terça-feira (31/03), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acusou o ministro da Economia, Paulo Guedes, de “mentir” sobre a liberação do auxílio.

Isto porque Guedes afirmou que o Congresso precisaria aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para regularizar o pagamento.

No Judiciário, também houve cobrança. Pelo Twitter, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes aderiu à hashtag “PagaLogo” dizendo que “não adianta tentar colocar a culpa na Constituição Federal”. “Suas salvaguardas fiscais não são obstáculo, mas ferramenta de superação desta crise”, escreveu ele.

Promessa
O presidente prometeu sancionar o “coronavoucher” ainda nesta quarta-feira. Ele também anunciou que pretende editar três Medidas Provisórias até quinta-feira (02/04). Duas delas, de R$ 58 bilhões e R$ 34 bilhões, destinadas à manutenção dos empregos, e outra, de apoio a estados e municípios, aumentando fundo de participação de municípios e estados no valor de R$ 16 bilhões.

Últimas notícias