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Política

Braga Netto repudia agressão a jornalistas; Ramos ataca ação da imprensa

Chefe da Casa Civil disse que posição do governo é de que violência é inadmissível. Secretário de Governo reclamou de quem só divulga mortes

04/05/2020 17:04, atualizado 05/05/2020 08:08

O ministro-chefe da Casa Civil, Braga Netto, condenou nesta segunda-feira (04/05), durante coletiva no Palácio do Planalto, as agressões a profissionais de imprensa em ato antidemocrático em Brasília, realizado nesse domingo (03/05).

A manifestação de domingo contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que cumprimentou apoiadores que defendiam o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), além de uma intervenção militar.

“A liberdade de expressão é requisito fundamental e a liberdade de imprensa é prezada como um todo. O que nós pedimos é, exatamente, que mostrem todos os lados. Então qualquer tipo de agressão a jornalistas, isso é uma opinião minha, opinião do governo, de uma maneira geral, tem que ser apurada e é inadmissível. A gente não admite agressão à imprensa”, disse o ministro.

Questionado durante a coletiva sobre se o governo acha que o ato irá aumentar o número de casos de coronavírus no Distrito Federal, Braga Netto pediu para que a pergunta fosse direcionada ao Ministério da Saúde, mas disse que “as pessoas têm liberdade de fazer [atos] desde que não ameace a saúde do outro”.

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Segundo boletim mais recente do Ministério da Saúde,, o Brasil tem 7.321 óbitos em decorrência da Covid-19 e 107,7 mil casos confirmados da doença. O DF tem 1.769 casos e 33 óbitos.

Também durante a coletiva, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, disse que Bolsonaro se mostrou “bastante aborrecido” com as agressões aos profissionais, mas que o presidente “não controla” os manifestantes.

“O presidente hoje de manhã se mostrou bastante aborrecido com esse fato que houve lá. É o que ele fala: ele não controla esse pessoal todo”, disse Ramos.

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Máscaras de proteção contra o coronavírus
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Profissionais de saúde trabalham para controlar a pandemia no Brasil e no mundo
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Equipe de médicos e enfermeiros aplaude paciente que recebeu alta
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Lugares públicos, como o Metrô-DF, são higienizados preventivamente contra o novo coronavírus
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Igo Estrela/Metrópoles
Metrô faz limpeza preventiva contra o novo coronavírus durante a madrugada
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Igo Estrela/Metrópoles

Na manhã desta segunda, no Palácio da Alvorada, Bolsonaro colocou em dúvida as agressões aos profissionais da imprensa. O presidente ponderou que, “se houve a agressão”, os responsáveis, “infiltrados”, segundo Bolsonaro, devem ser punidos.

“Teria havido uma agressão, teria havido, não sei… Condenamos qualquer agressão. Eu não vi nada, estava dentro do Palácio [do Planalto]. Estava na rampa, não vi. Recriminamos qualquer agressão que, porventura, tenha havido. Se houve agressão, é alguém que está infiltrado, algum maluco, deve ser punido. Não existe agressão da nossa parte. Agora, vaia, apupo, tudo isso é natural da democracia”, disse Bolsonaro.

Crítica à cobertura do coronavírus

Durante a coletiva desta segunda, o ministro Ramos ainda voltou a criticar a cobertura da imprensa brasileira no âmbito da pandemia do coronavírus. Há cerca de duas semanas, Ramos já havia feito crítica semelhante, ao falar que os jornalistas só mostravam “caixão e corpo”.

Em sua fala desta segunda, Ramos elogiou TV Record, TV Bandeirantes e a RedeTV!, que, segundo ele, vêm fazendo um “trabalho sério” e, sem citar outras emissoras, as criticou.

“Por que não divulgam o número de recuperados e em recuperação? Divulgar mortos faz parte. É ruim, dói muito, sabemos a dor que estão passando. Temos que dar esperança à população”, disse o ministro nesta segunda.

“Agradeço o trabalho sério de quem está noticiando o número elevado de mortes, mas também as outras notícias de curados e recuperados. Essa é uma crise mundial”, acrescentou.