Bolsonaro pode ter 8 ministérios a mais do que o prometido na campanha

Presidente deve recriar o Ministério do Trabalho para acomodar o Centrão e realocar o ministro Onyx Lorenzoni. Serão 23 ministérios

atualizado

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Ipe amarelo servidor público
1 de 1 Ipe amarelo servidor público - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

Com a possível recriação do Ministério do Trabalho nos próximos dias, devem chegar a 23 as pastas do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), oito a mais do que o número prometido na corrida eleitoral de 2018.

Na campanha, em discursos públicos e no programa apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o então candidato defendeu um enxugamento da máquina pública por meio do corte na quantidade de ministérios. A intenção era fazer uma redução de quase 50% das 29 pastas do governo Michel Temer (MDB).

Apesar da promessa, Bolsonaro iniciou o mandato com 22 ministros, incluindo o presidente do Banco Central. O órgão tinha status de ministério, mas o perdeu em fevereiro deste ano, com a sanção da lei que estabeleceu a autonomia do Banco Central.

Em junho de 2020, o mandatário anunciou a recriação do ministério das Comunicações, elevando o número de pastas a 23. A pasta foi desmembrada do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e entregue ao deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), genro do dono do SBT, Silvio Santos.

Em uma nova reforma ministerial estudada para o início da próxima semana, Bolsonaro pretende entregar a Casa Civil a um senador governista: o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI). O partido, ao qual Bolsonaro já foi filiado, é um dos principais do bloco do Centrão, grupo que dá sustentação ao governo no Congresso.

Além de atender ao PP, a indicação de Ciro Nogueira também busca melhorar a relação com o Senado, que não possui nenhum representante na Esplanada dos Ministérios. As mudanças ocorrem no momento em que o governo se vê acuado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, que tem apurado denúncias de irregularidades na negociação de vacinas contra a Covid-19.

Com isso, o atual titular da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, deve ir para a Secretaria-Geral, hoje chefiada por Onyx Lorenzoni. O último, por sua vez, deve ser acomodado em um recriado Ministério do Trabalho e Emprego.

A recriação, que seria um desmembramento do Ministério da Economia, já é dada como certa no Palácio do Planalto. A pasta hoje comandada pelo ministro Paulo Guedes fundiu uma série de ministérios, como Trabalho, Previdência, Planejamento, Fazenda e Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Parlamentares do Centrão vêm pressionando há meses pela separação do “superministério”.

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Onyx Lorenzoni e o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos
Paulo Guedes, ministro da Economia, e o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos
Ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira
Jair Bolsonaro e Ciro Nogueira, em reunião no Palácio do Planalto
O ex-ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, disputou o governo do Rio Grande do Sul. Ele comandou vários ministérios na gestão Bolsonaro
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O ex-ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, disputou o governo do Rio Grande do Sul. Ele comandou vários ministérios na gestão Bolsonaro

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Onyx Lorenzoni e o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos
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Onyx Lorenzoni e o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos

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Paulo Guedes, ministro da Economia, e o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos
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Paulo Guedes, ministro da Economia, e o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos

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Ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira
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Ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira

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Jair Bolsonaro e Ciro Nogueira, em reunião no Palácio do Planalto
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Jair Bolsonaro e Ciro Nogueira, em reunião no Palácio do Planalto

Marcos Corrêa/PR

 

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