“Bolsonaro mandou mensagem falando que vai ficar de casa”, diz Mourão

Após contato com Marcelo Queiroga, que está com Covid-19, presidente deve fazer isolamento por cinco dias e ser submetido a um exame

atualizado 22/09/2021 20:07

Cerimônia de posse do Ministro de Estado da Cidadania e do Ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República; e sanção da Lei da Autonomia do Banco Central. Foto: Flickr Palácio do Planalto/Isac Nóbrega/PRCerimônia de posse do Ministro de Estado da Cidadania e do Ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República; e sanção da Lei da Autonomia do Banco Central.Foto: Flickr Palácio do Planalto/Isac Nóbrega/PR

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) disse, nesta quarta-feira (22/9), que não conversou com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) depois que ele voltou da viagem aos Estados Unidos, onde participou da 76ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Mourão revelou que o chefe do Executivo federal apenas lhe informou que ficará os próximos dias em casa, no Palácio da Alvorada.

“Ele só me mandou uma mensagem dizendo que vai ficar em casa”, declarou Mourão, após ser questionado por jornalistas na saída de seu gabinete, nos anexos do Palácio do Planalto.

Mais cedo, nesta quarta, o secretário de Comunicação da Presidência, André Costa, informou que tanto Bolsonaro quanto a comitiva que o acompanhou durante a viagem aos Estados Unidos estão assintomáticos e serão submetidos, no fim de semana, a um teste RT-PCR para detectar se foram infectados pela Covid-19. Durante esse tempo, permanecerão em isolamento.

As recomendações foram adotadas após diagnóstico positivo do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para Covid-19. O ministro, que integrou a comitiva de aproximadamente 50 pessoas, está em isolamento nos Estados Unidos.

Segundo o secretário, Bolsonaro e a comitiva seguirão o Guia de Vigilância Epidemiológica da Covid-19, do Ministério da Saúde, que determina, para indivíduos assintomáticos, coleta do exame no período mínimo de cinco dias após o último encontro com o caso suspeito ou confirmado da doença, o que, neste caso, deve ocorrer entre sábado (25/9) e domingo (26/9).

“A comitiva que acompanhou o presidente da República nessa visita à Organização das Nações Unidas também foi toda orientada a permanecer seguindo o Guia de Vigilância Epidemiológica, publicado desde abril deste ano. […] O presidente da República encontra-se no Palácio da Alvorada, assintomático. Totalmente assintomático e seguirá, então, essas orientações”, informou o secretário.

Segundo André Costa, no caso de resultados negativos, os integrantes serão acompanhados por um médico até o 14º dia após o último contato com o ministro Queiroga. “Permanecendo, então, assintomático, está descartado o caso de Covid”, disse.

Anvisa recomenda isolamento

Além do ministro da Saúde, um diplomata encarregado de organizar a viagem aos Estados Unidos testou positivo para o novo coronavírus.

Depois dos diagnósticos positivos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou que a comitiva que esteve em Nova York fizesse isolamento, incluindo o presidente Bolsonaro.

A recomendação fez com que o chefe do Executivo federal alterasse para o formato de videoconferência a única agenda prevista para esta quarta. Ele se reuniu com o subchefe para Assuntos Jurídicos (SAJ) da Secretaria-Geral da Presidência da República, Pedro Cesar Sousa. Na agenda divulgada na noite anterior, o compromisso estava apenas como “Brasília/DF”, mas foi alterado para ser realizado no Palácio da Alvorada.

Comitiva presidencial

Abaixo, veja alguns integrantes da comitiva brasileira: 

  • Carlos Alberto França, ministro das Relações Exteriores; 
  • Marcelo Queiroga, ministro da Saúde;
  • Anderson Torres, ministro da Justiça e Segurança Pública; 
  • Joaquim Leite, ministro do Meio Ambiente; 
  • Gilson Machado, ministro do Turismo; 
  • Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência; 
  • Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência; 
  • Eduardo Bolsonaro, deputado federal; 
  • Flávio Rocha, secretário especial de Assuntos Estratégicos da Presidência;
  • Nestor Forster, embaixador do Brasil nos Estados Unidos da América; 
  • Ronaldo Costa Filho, representante permanente do Brasil junto às Nações Unidas;
  • Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal; 
  • Michelle Bolsonaro, primeira-dama;
  • Rodrigo de Bittencourt Mudrovitsch, convidado especial;
  • Paulo Angelo Liégio Matao, intérprete; 
  • Claudia Chauvet, intérprete; e 
  • Rachel Alves Bezerra, intérprete.

Na contramão de Bolsonaro, dos sete ministros que integraram a comitiva, cinco foram vacinados oficialmente: Carlos França, Marcelo Queiroga, Gilson Machado, Luiz Eduardo Ramos e Augusto Heleno.

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