Bolsonaro insinua que Queiroga fez tratamento precoce nos EUA

“Que imprensa é essa?”, disse o presidente, ao cobrar que jornalistas perguntem ao ministro se ele fez o tratamento

atualizado

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Presidente Jair Bolsonaro e o Ministro Marcelo Queiroga durante evento de Assinatura do contrato de transferência de tecnologia da AstraZeneca para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Brasília.
1 de 1 Presidente Jair Bolsonaro e o Ministro Marcelo Queiroga durante evento de Assinatura do contrato de transferência de tecnologia da AstraZeneca para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Brasília. - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) insinuou que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se submeteu a tratamento precoce após o diagnóstico positivo para a Covid-19 nos Estados Unidos. Na live que fez nas redes sociais nesta quinta-feira (7/10), o presidente cobrou da imprensa que pergunte ao ministro sobre o assunto.

“Eu não vi ainda a imprensa perguntar para o Queiroga, o meu ministro da Saúde, se ele fez o tratamento precoce. Que imprensa é essa? Pergunta pra ele”, provocou.

“Eu levei o resultado do teste positivo para o Queiroga no quarto do hotel”, lembrou Bolsonaro. “Perguntei: você vai tomar alguma coisa? Vai tomar alguma coisa ou vai seguir o protocolo do marqueteiro da Globo Henrique Mandetta? ‘Fica em casa, quando sentir falta de ar, procure o médico’”.

O chefe do Executivo federal não indicou qual foi a resposta do ministro da Saúde.

A verdade, no entanto, é que a imprensa já questionou o ministro sobre quais os medicamentos ele tomou após testar positivo para a Covid e ele se recusou a revelar.

Ao retornar ao Brasil, após 13 dias de quarentena em Nova York, Quwiroga foi perguntado sobre o período de isolamento e disse que teve febre alta e, por isso, decidiu procurar um hospital naquela cidade.

Questão privativa

O ministro confirmou ter recebido prescrição para uso de medicamentos, mas se recusou a dizer quais remédios tomou.

“Essa questão é privativa minha, do tratamento que eu fiz, está certo? Eu tomei o medicamento prescrito pelo meu médico. Meu médico dos Estados Unidos, porque médicos não prescrevem à distância”, se esquivou.

“Então, procurei um médico, como todo mundo faz. Quando você está doente, não procura um um um hospital, um consultório? O médico lhe prescreve um medicamento e você toma. Ou não”, completou.

Vacinas questionadas

Na live, o presidente voltou a  colocar dúvidas sobre a eficácia das vacinas e citou integrantes do governo que foram imunizados e, mesmo assim, contraíram o vírus, como Pedro Guimarães, presidente da Caixa, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e seu filho Eduardo, além do próprio Queiroga.

A vacina não impede de contrair o vírus, mas reduz significativamente as chances de óbitos e internações.

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