Bolsonaro diz que multas a igrejas são absurdas e quer PEC para isentá-las
Presidente afirmou que foi "obrigado" a vetar isenção sobre lucro de templos religiosos para não sofrer processo de impeachment

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez uma série de publicações no Twitter na manhã desta segunda-feira (14/9) nas quais classificou como “absurdas” as multas às igrejas. O mandatário da República afirmou ter sido “obrigado” a sancionar o fundo partidário de R$ 2 bilhões para partidos políticos financiarem as eleições.
O Diário Oficial da União desta segunda trouxe a sanção presidencial de dispositivo que confirma a isenção de contribuição previdenciária dos pagamentos feitos por igrejas a religiosos de diversas crenças. Além disso, o texto traz a anulação de multas impostas por esse motivo.
-Contudo, por força do art. 113 do ADCT, do art. 116 da Lei de Diretrizes Orçamentárias e também da Responsabilidade Fiscal sou obrigado a vetar dispositivo que isentava as Igrejas da contribuição sobre o Lucro Líquido, tudo p/ que eu evite um quase certo processo de impeachment.
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) September 14, 2020
Bolsonaro também se disse “obrigado a vetar” trecho sobre isenção da contribuição por igrejas sobre o lucro líquido. Segundo o chefe do Executivo, o motivo foi evitar um “quase certo processo de impeachment” por desobediência às leis de Diretrizes Orçamentárias e Responsabilidade Fiscal.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Confesso, caso fosse deputado ou senador, por ocasião da análise do veto que deve ocorrer até outubro, votaria pela derrubada do mesmo”, disse sobre o veto que ele próprio assinou.
O titular do Planalto pontuou que a Constituição não protege o presidente da República da responsabilidade sobre as decisões quanto a sanções e vetos. “No mais, via PEC [Proposta de Emenda à Constituição] a ser apresentada nesta semana, manifestaremos uma possível solução para estabelecer o alcance adequado para a imunidade das igrejas nas questões tributárias”, frisou.
O chefe do Executivo federal alegou ser a PEC a solução mais adequada porque o Tribunal de Contas da União (TCU) já manifestou que leis e demais normativos sobre benefícios tributários com potencial de impactar as metas fiscais somente podem ser aplicadas se cumpridas as condições constitucionais impostas.






















