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Política

Bolsonaro defende excludente de ilicitude: "Direito de não morrer"

Projeto estava no chamado "pacote anticrime" do governo e foi enviada ao Congresso em 2019, pelo então ministro da Justiça Sergio Moro

25/11/2021 15:39
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Igo Estrela/Metrópoles
Braga Netto e Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender o excludente de ilicitude para militares e forças policiais. Durante discurso em evento no Ministério da Justiça nesta quinta-feira (25/11), o chefe do Executivo disse que caso o Congresso Nacional aprove o excludente de ilicitude, ele “colocará e farda e vai à luta”.

“Não pode um policial terminar uma missão e no dia seguinte receber uma visita de um oficial da Justiça na sua porta. Se a gente aprovar isso um dia, se o Braga Netto me autorizar, eu boto a farda e vou à luta, né?”, disse.

Em seu discurso, Bolsonaro também disse que o excludente de ilicitude não é uma “carta branca para matar”, como argumentam especialistas da área de segurança pública.

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Bolsonaro desce a rampa do Planalto em direção ao Congresso
Bolsonaro e apoiadores
Ministro da Defesa, Walter Braga Netto, e presidente Jair Bolsonaro
Bolsonaro coloca a máscara durante homenagem recebida na Câmara dos Deputados
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Bolsonaro coloca a máscara durante homenagem recebida na Câmara dos Deputados

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Bolsonaro desce a rampa do Planalto em direção ao Congresso
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Bolsonaro desce a rampa do Planalto em direção ao Congresso

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Bolsonaro e apoiadores
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Reprodução
Ministro da Defesa, Walter Braga Netto, e presidente Jair Bolsonaro
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Ministro da Defesa, Walter Braga Netto, e presidente Jair Bolsonaro

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“Nós temos que lutar pelo nosso excludente de ilicitude. Vamos cumprir a missão. Pode ter certeza que vai diminuir e muito a violência em nosso Brasil. E nós não queremos com isso carta branca para matar. Nós queremos ter o direito de não morrer”, afirmou o presidente.

O projeto de excludente de ilicitude estava no chamado “pacote anticrime” do governo, enviado pelo então ministro da Justiça, Sergio Moro, ao Congresso em 2019. O texto, no entanto, foi retirado de pauta por um grupo de trabalho da Câmara.

Pela proposta enviada, policiais que realizassem disparos e provassem mortos e feridos em situações de confronto estariam isentos de prisão em flagrante e teriam a defesa feita pela Advocacia Geral da União (AGU) ou órgãos públicos.

Além disso, o texto também previa a possibilidade de legitima defesa para “o agente de segurança pública que, em conflito armado ou em risco iminente de conflito armado, prevenisse injusta e iminente agressão a direito seu ou de outrem”.