Bolsonaro defende excludente de ilicitude: "Direito de não morrer"
Projeto estava no chamado "pacote anticrime" do governo e foi enviada ao Congresso em 2019, pelo então ministro da Justiça Sergio Moro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender o excludente de ilicitude para militares e forças policiais. Durante discurso em evento no Ministério da Justiça nesta quinta-feira (25/11), o chefe do Executivo disse que caso o Congresso Nacional aprove o excludente de ilicitude, ele “colocará e farda e vai à luta”.
“Não pode um policial terminar uma missão e no dia seguinte receber uma visita de um oficial da Justiça na sua porta. Se a gente aprovar isso um dia, se o Braga Netto me autorizar, eu boto a farda e vou à luta, né?”, disse.
Em seu discurso, Bolsonaro também disse que o excludente de ilicitude não é uma “carta branca para matar”, como argumentam especialistas da área de segurança pública.
“Nós temos que lutar pelo nosso excludente de ilicitude. Vamos cumprir a missão. Pode ter certeza que vai diminuir e muito a violência em nosso Brasil. E nós não queremos com isso carta branca para matar. Nós queremos ter o direito de não morrer”, afirmou o presidente.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO projeto de excludente de ilicitude estava no chamado “pacote anticrime” do governo, enviado pelo então ministro da Justiça, Sergio Moro, ao Congresso em 2019. O texto, no entanto, foi retirado de pauta por um grupo de trabalho da Câmara.
Pela proposta enviada, policiais que realizassem disparos e provassem mortos e feridos em situações de confronto estariam isentos de prisão em flagrante e teriam a defesa feita pela Advocacia Geral da União (AGU) ou órgãos públicos.
Além disso, o texto também previa a possibilidade de legitima defesa para “o agente de segurança pública que, em conflito armado ou em risco iminente de conflito armado, prevenisse injusta e iminente agressão a direito seu ou de outrem”.











