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Bolsonaro admite “cascudo, tapa, afogamento” durante a ditadura

“Ninguém vai negar que teve isso. Mas ninguém vai negar que, do lado de cá, nós sofremos também”, disse, em entrevista

atualizado

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Michael Melo/Metrópoles
Fotografia colorida do presidente bolsonaro militar exercito plano de guerra
1 de 1 Fotografia colorida do presidente bolsonaro militar exercito plano de guerra - Foto: Michael Melo/Metrópoles

Em entrevista neste sábado (13/8), o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a falar sobre o regime que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985 e disse que teve “coisa errada”, em referência a práticas de tortura, mas contemporizou.

“Teve coisa errada? Ninguém vai negar que teve. Levou cascudo, tapa, afogamento. Ninguém vai negar que teve isso. Mas ninguém vai negar que, do lado de cá, nós sofremos também”, afirmou ele, em entrevista ao canal no YouTube Cara a Tapa, com Rica Perrone. Bolsonaro não citou, porém, as mortes e desaparecimentos ocorridos no período.

O presidente ainda questionou as classificações como ditadura e golpe: “Dizem que foi ditadura, foi golpe. Golpe é quando você dá um pé na porta, mata o cara que tá na cadeira. Ou prende, ou exila o cara. Nada disso aconteceu em 64.”

O chefe do Executivo federal já elogiou os generais Ernesto Geisel, Humberto Castelo Branco e Emílio Garrastazu Médici, que presidiram o país durante o período, bem como projetos empreendidos pelas gestões.

Michelle Bachelet

Na mesma entrevista deste sábado, Bolsonaro comparou a alta comissária de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, a atuais e ex-ditadores da América Latina e Coreia do Norte.

E ainda alfinetou Lula. “O cara assina uma carta pela democracia, mas sempre foi amigo de Chávez, de Maduro, de Fidel Castro, de Evo Morales, de Mujica, de Lugo, de Bachelet, de Kim Jong-Un. E agora quando chega a época das eleições, querem ser diferentões? Não dá para ser diferentão, ninguém vai acreditar”, afirmou.

Bachelet foi presidente do Chile por dois mandatos (de 2006 a 2010 e de 2014 a 2018) e já criticou Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, e outras ditadores. Ela é filha de Alberto Bachelet, brigadeiro-general da Força Aérea do Chile que foi preso, torturado e morto pelo regime do ditador chileno Augusto Pinochet entre 1973 e 1974.

Recentemente, em junho, Bachelet afirmou estar preocupada com as ameaças contra indígenas e defensores do meio ambiente no Brasil. “Estou alarmada por ameaças contra defensores dos direitos humanos e ambientais no Brasil, e contra indígenas, incluindo a contaminação pela exposição à mineração ilegal do ouro. Peço às autoridades que garantam o respeito aos direitos fundamentais e às instituições independentes”, disse.

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