Bolsonaro rebate Lula sobre fim do Auxílio Brasil: “É mentira”

Presidente disse ter conversado com o ministro Paulo Guedes para manter adicional de R$ 200 no benefício

atualizado 13/08/2022 15:40

Fotos justapostas do presidente Jair Bolsonaro (esquerda) e do pré-candidato à presidência Lula (direita) - MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

Em reação à declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de que o Auxílio Brasil turbinado vai acabar em 2023, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse já ter conversado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para manter o adicional de R$ 200 no benefício no ano que vem.

Neste sábado (13/8), enquanto Bolsonaro concedia entrevista ao programa Cara a Tapa, Lula fez uma live com o deputado federal André Janones (Avante-MG), que desistiu de concorrer ao Palácio do Planalto para apoiar a candidatura petista. Na transmissão, Lula afirmou que auxílio teria prazo de validade para 2023.

“É mentira. Olha só, prezado, Lula. Vamos partir do princípio que é verdade a informação. Quanto era o Bolsa Família no governo Lula? Você faz atualização monetária, deixar bem claro. Quanto está o auxílio emergencial hoje? Está três vezes maior do que no tempo dele”, respondeu Bolsonaro.

“Agora foi aprovado mais R$ 200 até dezembro, [totalizando] R$ 600. O que já conversei com o Paulo Guedes? (…) PG, dá para manter esse 200 a mais no ano que vem? Ele falou: ‘Dá, se fizer isso, isso e isso’. Então, vai ser mantido os 600 reais de auxílio emergencial no ano que vem”, completou.

O auxílio de R$ 600 começou a ser pago na última terça-feira (9/8) e seguirá, a princípio, até dezembro de 2022. Apesar de candidatos à Presidência da República, entre eles o próprio Bolsonaro, afirmarem que pretendem estender o benefício turbinado para 2023, uma mudança só poderá ocorrer no início do próximo ano e depende de aval do Congresso.

A ideia da equipe de Bolsonaro é que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2023 fixe o benefício social em R$ 400, e que uma emenda constitucional viabilize a continuidade do programa em R$ 600.

Auxílio Brasil de R$ 600

O Auxílio Brasil de R$ 600 foi viabilizado por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Auxílios. A PEC abriu caminho para o governo desembolsar R$ 41,2 bilhões em benefícios sociais.

De agosto a dezembro deste ano, os beneficiários do programa social que substituiu o Bolsa Família receberão o pagamento turbinado. O custo da medida será de R$ 26 bilhões. Os recursos também servirão para zerar a fila de beneficiários que ainda aguardam a inclusão no programa.

O governo antecipou o calendário de pagamento do Auxílio Brasil no mês de agosto. Inicialmente, o Ministério da Cidadania previa transferir os recursos – com o acréscimo de R$ 200 – aos beneficiários entre 18 e 31 de agosto, mas o Planalto correu contra o tempo e antecipou as transferências para serem feitas entre 9 e 22 de agosto.

A estratégia da antecipação, explicam interlocutores do governo, é fazer com que a população que faz parte do programa sinta o dinheiro do bolso mais cedo, o que poderia colaborar com a avaliação do presidente Jair Bolsonaro.

As parcelas de setembro, outubro, novembro e dezembro não tiveram alterações. Os depósitos são feitos conforme o fim do Número de Identificação Social (NIS) do cidadão inscrito no Cadastro Único (CadÚnico).

Quem tem direito ao Auxílio Brasil?

O Auxílio Brasil é destinado a famílias em situação de extrema pobreza, ou seja, que possuem renda familiar mensal per capita de até R$ 105.

Famílias em situação de pobreza também podem receber desde que tenham, entre seus membros, gestantes ou pessoas com menos de 21 anos. Nesse caso, precisam ter renda familiar mensal per capita entre R$ 105,01 e R$ 210.

O auxílio turbinado valerá até dezembro deste ano. O custo da medida será de R$ 26 bilhões. Os recursos também servirão para zerar a fila de beneficiários que ainda aguardam a inclusão no programa.

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