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Política

Aziz ironiza ausência de médicos pró-cloroquina entre vencedores do Nobel de Medicina

Para o presidente da CPI da Covid, está "comprovado que, em plena pandemia, não há nenhuma solução mágica para imunizar a não ser a vacina"

05/10/2021 13:53, atualizado 05/10/2021 14:32
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Omar Aziz_CPI da Covid

O presidente da CPI da Covid-19, senador Omar Aziz (PSD-AM), ironizou, nesta terça-feira (5/10), a ausência de médicos pró-cloroquina e defensores de tratamento com remédios ineficazes em pacientes da Covid-19 entre os indicados ao Prêmio Nobel de Medicina 2021.

“Pensei que o pessoal estava concorrendo do Brasil, que prescreveu cloroquina, induziu o povo a tomar cloroquina… Nenhum deles foi citado sequer”, disse o senador.

Ainda em tom de ironia, Aziz defendeu que “uma pessoa que descobre essa fórmula mágica de salvar pessoas em plena pandemia com certeza não ganharia só o Prêmio Nobel de Medicina, iria ganhar muito mais coisa”.

“Então, está comprovado que, em plena pandemia, não há nenhuma solução mágica para imunizar a não ser a vacina. A vacina está ainda como a grande salvação da população mundial e principalmente da população brasileira para imunização”, prosseguiu o parlamentar.
Os vencedores

O Prêmio Nobel de Medicina 2021 foi entregue aos cientistas David Julius e Ardem Patapoutian. O anúncio foi feito na manhã dessa segunda-feira (4/10) pela Academia Real das Ciências, na Suécia. Os pesquisadores foram premiados por estudos sobre receptores de toque e temperatura no corpo humano. A dupla receberá 10 milhões em coroas suecas (aproximadamente R$ 6,1 milhões).

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De acordo com a Academia Real, as pesquisas de Julius e Patapoutian auxiliaram na compreensão de como o sistema nervoso humano sente o calor, o frio e os estímulos mecânicos.

“David Julius utilizou a capsaicina, um composto pungente da pimenta malagueta que induz a uma sensação de queimação, para identificar um sensor nas terminações nervosas da pele que responde ao calor. Ardem Patapoutian usou células sensíveis à pressão para descobrir uma nova classe de sensores que respondem a estímulos mecânicos na pele e nos órgãos internos”, explicou a academia.

Segundo a organização, os pesquisadores “identificaram elos essenciais que faltavam em nossa compreensão da complexa interação entre nossos sentidos e o meio ambiente”.