Após se reunir com Renan no Senado, Joaquim Levy defende manutenção de vetos

Nós temos um problema que é um déficit de R$ 30 bilhões e o Congresso tem uma pauta para deliberar que vale R$ 150 bilhões, avaliou Eunício Oliveira

atualizado

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José Cruz/Agência Brasil
1 de 1 - Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, voltou a defender hoje (30/9) a manutenção dos vetos da presidente Dilma Rousseff a propostas aprovadas por deputados e senadores. Entre os itens vetados que mais preocupam o governo estão o que reajusta entre 53% e 78% os salários dos servidores do Judiciário e o que prevê a correção de todos os benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pelo salário mínimo.

“O valor dos vetos são duas CPMFs [Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras] e é muito dinheiro. A gente tem que evitar gastar neste momento para não ter mais impacto nos impostos”, afirmou o ministro, após se reunir com o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Cada veto mantido é um imposto a menos que a gente paga

Joaquim Levy

A sessão para apreciar os vetos pendentes, marcada para as 11h30, ainda não começou. Sem acordo para incluir na pauta do Congresso os vetos da lei da minirreforma eleitoral – doação de empresas para campanhas, voto impresso e janela partidária –, líderes da Câmara decidiram promover sessão da Casa no mesmo horário em que a sessão conjunta estava marcada. A sessão começou no horário e pode inviabilizar a sessão do Congresso.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que a decisão foi tomada pelas lideranças e que, assim como no caso do Senado, não significa “má vontade” do presidente Renan Calheiros (PMDB-AL).

“Acho que essa votação é importante para dar uma sinalização ao mercado. Com o país com essa crise política e econômica, o mercado está muito inseguro porque não sabe o que vai acontecer. Nós temos um problema que é um déficit de R$ 30 bilhões e o Congresso tem uma pauta para deliberar que vale R$ 150 bilhões. Esse dólar neste patamar não é questão de economia apenas, é questão de insegurança”, avaliou o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE).

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