Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Política

Após reajustes, ministro critica a Petrobras: "Ganância desenfreada"

Chefe da Secretaria-Geral da Presidência, general Luiz Eduardo Ramos reclamou que a companhia não teria atendido ao apelo de Bolsonaro

18/06/2022 12:44, atualizado 18/06/2022 15:06
Igo Estrela/Metrópoles
Ministro Luiz Eduardo Ramos em conversa ao pé do ouvido com o presidente Jair Bolsonaro - Metrópoles

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, general Luiz Eduardo Ramos, reclamou neste sábado (18/6) da Petrobras pelo novo reajuste nos preços da gasolina e do diesel anunciado na sexta-feira (17/6) e válido a partir deste fim de semana.

O preço do litro da gasolina vendido às distribuidoras passou de R$ 3,86 para R$ 4,06. No caso do diesel, de R$ 4,91 para R$ 5,61. O aumento passa a valer a partir deste sábado (18/6).

O general classificou o aumento como “ganância desenfreada e disse que a companhia não atendeu ao apelo do presidente Jair Bolsonaro (PL), que vinha pedindo para a empresa segurar os preços até a aprovação, pelo Congresso, de projetos que reduzem impostos sobre os combustíveis.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Logo após o anúncio de novo reajuste, Bolsonaro propôs uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional para investigar o presidente, os diretores e o conselho administrativo e fiscal da empresa, indicados pelo próprio governo federal.

Já o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pediu a renúncia do atual presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho. Lideranças partidárias devem se reunir na próxima segunda-feira (20/6), às 17h, para discutir propostas para controlar a alta de preços nos combustíveis no país.

Troca no comando da Petrobras

Pressionado pelos altos preços dos combustíveis, e preocupado com o má desempenho em pesquisas eleitorais, o chefe do Palácio do Planalto tem feito trocas sucessivas na Petrobras. No fim de maio, Bolsonaro indicou um ex-auxiliar do ministro Paulo Guedes,  Caio Mario Paes de Andrade, para presidir a estatal. Foi a quarta troca no atual governo.

Com pouca experiência no mercado de petróleo e gás, Paes de Andrade ainda precisa passar por assembleia do conselho da estatal para ser alçado ao cargo, o que não tem data para ocorrer.