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Política

Após dizer que não seguirá STF, Kalil vira alvo de bolsonaristas

Nunes Marques, ministro do STF, decidiu que celebrações religiosas podem ser realizadas em todo país. O prefeito de BH foi contrário

04/04/2021 11:06, atualizado 04/04/2021 11:21
Amanda Dias/BHaz
Alexandre Kalil, prefeito de BH

Após se autodeclarar contrário à decisão monocrática do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques de liberar celebrações religiosas em todo país, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD-MG), virou alvo de figuras políticas bolsonaristas.

Neste sábado (3/4), Kalil disse que mesmo com a decisão de Nunes Marques, Belo Horizonte não permitiria a realização de missas e cultos. Em seu Twitter, o gestor municipal afirmou que acompanha o plenário do STF e, portanto, “o que vale é o decreto do prefeito”. “Estão proibidos os cultos e missas presenciais”, enfatizou.

Com a declaração de Kalil, na madrugada deste domingo (4/4), Nunes Marques intimou o prefeito a cumprir “com máxima urgência” a decisão que liberou cultos e missas em todo o país. Mas até o momento, Kalil não se manifestou. Perfis de parlamentares e figuras do meio religioso se uniram para atacar o prefeito mineiro.

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Nomes como o do deputado estadual de Minas Gerais, Bruno Engler (PRTB-MG) e deputado federal Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), dedicaram várias publicações seguidas ao prefeito de BH.

Os pastores evangélicos alinhados a Jair Bolsonaro (sem partido), também se manifestaram sobre o caso. Silas Malafaia, que está com Covid-19, e o deputado federal e pastor Marcos Feliciano (PSC-SP) não economizaram nas críticas a Kalil.

O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, não economizou elogios à decisão de Nunes Marques de intimar o prefeito.

A restrição de Kalil se dá em decorrência do avanço da Covid-19 no estado de Minas Gerais. Na sexta-feira (2/4), Minas Gerais registrou novo recorde de mortes por coronavírus. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), foram 486 óbitos em 24 horas. Até o momento, 25.214 pessoas perderam a vida no estado por causa da doença.