Após depoimento de Barra Torres, CPI da Covid quer reconvocar Queiroga

Segundo relator, depoimento de presidente da Anvisa "rebaixou ainda mais" as declarações do ministro da Saúde

atualizado 12/05/2021 9:41

Senador Renan CalheirosHugo Barreto/Metrópoles

O comando da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid não descarta reconvocar o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para depor mais uma vez ao colegiado. Segundo o relator Renan Calheiros (MDB-AL), o novo convite se faz necessário após oitiva do presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres.

“O depoimento de ontem [terça-feira (11/5)] rebaixou ainda mais o depoimento do ministro Marcelo Queiroga, e criou um parâmetro para o depoimento dos próximos [inquiridos]”, afirmou Renan a jornalistas.

O relato classificou o depoimento de Barra Torres como “surpreendente”. “De certo modo, nos surpreendemos.  Ele confirmou que impediu de mudar a bula da cloroquina, contestou as declarações do presidente Jair Bolsonaro e confirmou a presença de um assessoramento paralelo ao Palácio do Planalto”, explicou.

Questionado sobre as manifestações do senador Ciro Nogueira (PP-PI) de que a CPI está descredibilizada, Renan Calheiros disparou: “Se continuar fazendo esse tipo de declaração, quem já perdeu a credibilidade foi o senador Ciro”.

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Wajngarten é ouvido

Os senadores que integram a CPI da Covid ouvem, nesta quarta-feira, o ex-secretário de Comunicação Social da Presidência da República Fabio Wajngarten. Ele será o quinto depoente do colegiado.

Antes dele, os senadores ouviram o depoimento de Antonio Barra Torres, presidente da Anvisa, além dos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, além do atual chefe da Saúde, Marcelo Queiroga.

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello só será ouvido em 19 de maio, após ter alegado que teve contato com duas pessoas infectadas pelo novo coronavírus e cumpre quarentena.

A CPI da Covid-19 tem o objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio, além de apurar possíveis irregularidades em repasses federais a estados e municípios.

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