Alvaro Dias: Moro pediu que não falem de seu futuro político
O líder do Podemos disse que suposições "aborrecem" o ministro da Justiça, que deixaria o cargo em uma eventual troca de chefia da PF

Em meio à possível demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, o Podemos, partido lavajatista e morista, tenta não esboçar otimismo com uma eventual filiação do ex-juiz na sigla. O líder da legenda no Senado Federal, Alvaro Dias (PR), disse que o próprio Moro pediu que não fossem feitas “conjecturas” a respeito de seu futuro político.
Ao Metrópoles, o senador contou que falar sobre uma eventual filiação ao partido “aborrece” o ministro. Por isso, ressaltou que “não há nenhuma cogitação ou conjectura” do cenário e minimizou a possibilidade da demissão ir adiante.
“Não tem nenhuma segurança do que está acontecendo. Porque conhecemos o pêndulo da comunicação deste governo. A estratégia do [presidente da República] Jair Bolsonaro é desmentir no dia seguinte. Por isso não aposto em nada. Não há nenhuma cogitação, inclusive a pedido dele [Moro] mesmo”, sustentou.
O imbróglio que envolve Moro e Bolsonaro começou após o presidente da República comunicá-lo que tem a intenção de trocar o comando na Polícia Federal (PF) – atualmente chefiada pelo delegado Maurício Valeixo. O próprio ministro foi responsável pela indicação dele ao cargo.
Moro reage
A mudança deveria ocorrer nos próximos dias, infirmou o chefe do Executivo federal ao ex-juiz. Moro, segundo pessoas próximas ao ministro, ficou insatisfeito com a decisão e mencionou a possibilidade de pedir demissão.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO cenário incerto repercutiu entre parlamentares durante esta tarde. Deputados ouvidos pela reportagem acreditam em um eventual recuo do presidente, mas afirmam que, se for do interesse do Moro, seria bem-vindo na legenda.
Assim como avalia o deputado Roberto de Lucena (Podemos-SP). Ele defendeu que Bolsonaro deverá reverter a situação e evitar desgastes com Moro. “Moro está irredutível. Ele é um importante avalista do governo federal e uma de suas principais colunas. Não será fácil”.



