Witzel critica governo: “Falta liderança para avanço de reformas”

Governador do RJ diz ainda que Bolsonaro precisa ter controle de suas bases para direcionar o Congresso em pautas que interessam o governo

Tomaz Silva/Agência BrasilTomaz Silva/Agência Brasil

atualizado 09/09/2019 17:23

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), sinalizou nesta segunda-feira (09/09/2019) que o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), falha ao liderar sua base no Congresso Nacional para agilizar as reformas estruturais necessárias. Ele afirmou que há lentidão no andamento da reforma da Previdência e disse que isso seria resultado de uma falta de liderança.

Questionado sobre quem deveria assumir essa liderança, se limitou a dizer: “No meu estado, quem faz isso é o governador.”

Segundo ele, o chefe do Executivo Federal precisa ter o controle de suas bases para direcionar o Congresso na aprovação de pautas que interessem ao governo.

“Para governar é preciso liderar também o Congresso Nacional. Por um acaso os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, estão fazendo esse trabalho, mas o governo precisa ter uma articulação melhor”, disse Witzel.

Cessão onerosa
O governador do Rio afirmou também que, com os recursos do leilão da cessão onerosa, o governo do estado terá condições de fechar o ano no azul. Em 2020, no entanto, sem essa receita extraordinária, o Estado voltaria a ter um déficit, de cerca de R$ 10 bilhões.

Segundo Witzel, mesmo sem a cessão onerosa, o governo do Rio teria condições de entregar 2019 “no zero a zero”, sem déficit, mas sem um superávit das contas.

O Rio terá direito a R$ 2,5 bilhões do total arrecadado pela União no leilão dos poços de petróleo destravados pelo acordo da cessão onerosa com a Petrobras.

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