O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) foi indicado pelo líder do seu partido no Senado, Major Olímpio (SP), nesta terça-feira (5/2), para comandar a terceira secretaria da Casa. O cargo tem poucas atribuições, mas garante status e assessores comissionados. Flávio, filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), foi o candidato a senador mais votado no Rio na última eleição, mas depois foi atingido pela divulgação das movimentações bancárias atípicas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz (no total de R$ 1,2 milhão no intervalo de um ano). As informações são de O Globo.

Na semana passada, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou sem ao menos julgar o pedido de Flávio para que fosse transferida para a Corte a investigação sobre movimentações bancárias.

Com isso, as apurações podem ser retomadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. No mesmo processo, Flávio pediu a anulação das provas obtidas até agora pelos investigadores. Marco Aurélio sequer analisou esse trecho antes de arquivar.

“Não vejo o menor problema. Ele é um senador pleno, no exercício de seu mandato”, disse o Major Olímpio. Questionado sobre o que faz a terceira secretaria, ele não soube responder.

O regimento interno do Senado cita três atribuições ao terceiro e quarto secretários. São elas: “fazer a chamada dos senadores”, “contar os votos, em verificação de votação” e “auxiliar o presidente [do Senado] na apuração das eleições, anotando os nomes dos votados e organizando as listas respectivas”.

Eleição para presidente
No último sábado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) desbancou o favorito, Renan Calheiros (MDB-AL), e se elegeu presidente do Senado.

Nesta terça-feira, foi definida a divisão dos demais cargos. A primeira vice-presidência ficará com o PSDB, e a segunda, com o Podemos. A primeira secretaria será do PSD, a segunda do MDB e a terceira do PSL. A quarta secretaria e as quatro suplências serão definidas nesta quarta. A eleição em que serão formalizadas as escolhas está marcada para as 15h.