Flávio Bolsonaro empregou mãe e mulher de miliciano no gabinete

O ex-capitão do Bope tem um mandado de prisão contra ele por suposta participação na morte de Marielle Franco

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 22/01/2019 14:41

A mãe e a mulher do ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, suspeito por envolvimento na morte de Marielle Franco, eram funcionárias do gabinete do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), segundo O Globo.

Adriano é alvo de um mandado de prisão da Operação Os Intocáveis, mas ainda não foi encontrado pela polícia. O ex-capitão é apontado como homem forte do Escritório do Crime, denunciado pelo O Globo, e suspeito de participação em diversos homicídios ocorridos na última década.

A mulher do ex-capitão, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, e a mãe, Raimunda Veras Magalhães, recebiam salário de R$ 6.490,35. As duas, no entanto, foram exoneradas a pedido em 13 de novembro de 2018.

Raimunda está entre os servidores do gabinete que teriam feito repasses para o ex-assessor de Flávio Bolsonaro investigado pelo Ministério Público, Fabrício Queiroz. Ela teria realizado uma transação de R$ 4.246 para Queiroz.

Adriano também recebeu honrarias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, entre em 2003 e 3005, pelos serviços prestados à corporação, propostas por Flávio Bolsonaro.

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