“Quero ir para casa”, afirma Lula, que pedirá progressão de regime

Ex-presidente informou, no entanto, que prefere ficar na cadeia, caso ir para o semiaberto o impeça de brigar pela própria inocência

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atualizado 03/05/2019 19:24

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR) desde abril do ano passado, declarou, nesta sexta-feira (03/05/2019) que vai pedir progressão de regime à Justiça. O petista conversa com sua defesa para analisar a possibilidade de deixar a prisão fechada. As declarações foram concedidas em entrevista ao blog do Kennedy Alencar.

“Eu quero ir para casa. Agora, se eu tiver que abrir mão de continuar a briga pela minha defesa, eu não tenho nenhum problema de ficar aqui. Só sairei daqui se qualquer coisa que tiver que tomar decisão não impedir de eu continuar brigando pela minha inocência.”, afirmou o ex-presidente. Lula tem mencionado que prefere provar a inocência do que deixar a cadeia.

Também nesta sexta-feira (03/05/2019), o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido de habeas corpus impetrado por dois advogados que não integram a defesa constituída pelo ex-presidente.

Eles alegaram que a redução da pena de Lula, de 12 para 8 anos, 10 meses e 20 dias, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), alterou a contagem para prisão em regime fechado, possibilitando a transferência ao semiaberto. O que foi indeferido por Fachin.

Condenado no âmbito da Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá, em tese o petista poderá deixar a cadeia em outubro deste ano, quando tiver cumprido um terço da sentença.

Na semana passada, em entrevista aos jornais Folha de S.Paulo e El País, Lula voltou a afirmar que vai provar sua inocência. Ele disse ainda que tem “obsessão em desmascarar” o ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro, responsável por sua condenação e atual ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro.

“Por que você acha que eu digo que não troco a minha dignidade pela minha liberdade? Porque, de vez em quando, as pessoas falam ‘Ah, mas agora foi julgado e tem a tal da detração [penal] e você já pode sair’. Obviamente, quando os meus advogados disserem ‘Lula, você pode sair’, eu vou sair”, disse o ex-presidente.

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