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Enviada especial a Curitiba (PR) – As principais lideranças do PT já veem com bons olhos a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para alguns dos caciques petistas têm valido a máxima: “Há males que vêm para o bem”. Eles perceberam que as intenções de voto de Lula aumentaram após a prisão do político – muito em virtude da missa em homenagem à ex-primeira dama Marisa Letícia, no último sábado (7/4), em São Bernardo do Campo (SP).

Mesmo que a celebração religiosa tenha se convertido em uma espécie de comício, antecedendo a apresentação do ex-presidente à Polícia Federal, o tom emocionado do ato público teria “balançado o coração dos brasileiros”.

Assim, a cúpula do Partido dos Trabalhadores agora aguarda as próximas pesquisas eleitorais para comprovar a teoria de que Lula preso capitaliza mais do que solto. Querendo, então, aproveitar o bom momento, os petistas esperam que a apreciação da legalidade das prisões após condenações em segunda instância pelo Supremo Tribunal Federal (STF) não ocorra mais nesta quarta-feira (11).

O comando do PEN, autor de uma das ações solicitando a revisão da jurisprudência em vigor, já se disse arrependido da causa, pois não queria beneficiar Lula ou o PT.

Para o partido de Lula, apesar da revolta com a prisão do fundador da sigla que comandou o país por 13 anos, adiar a decisão sobre o futuro do ex-presidente enquanto a popularidade está em alta é o ideal. Mas, com uma ressalva: a liberação do líder petista não pode demorar muito – mais de um mês seria demais para manter a militância unida.

 

 

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