No Facebook, Bolsonaro diz que vai à ONU “enfrentar” europeus

Presidente também afirmou, em transmissão ao vivo, que não vai interferir na política de preços da Petrobras

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atualizado 19/09/2019 20:23

Em sua transmissão semanal pelo Facebook, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a confirmar que vai viajar para Nova York, nos Estados Unidos, na próxima semana para discursar na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e “defender o Brasil”. A viagem chegou a ser colocada em dúvida por pessoas próximas ao presidente devido à recuperação pela qual passa Bolsonaro após a quarta cirurgia desde o atentado do qual foi vítima, ainda na campanha eleitoral do ano passado.

“Pode ter algum problema lá, mas vocês terão um presidente falando com coração, com patriotismo, defendendo a soberania nacional, que está ameaçada”, disse o presidente, prevendo embates com chefes de Estado dos países europeus sobre a crise ambiental na Amazônia. “Mas se eu resolver amanhã demarcar 20 reservas indígenas e 50 quilombolas, os incêndios acabam imediatamente na região amazônica”, provocou Bolsonaro, para quem o interesse europeu é preservar a Amazônia para no futuro explorar seu subsolo.

“Vou apanhar da mídia de qualquer maneira, mas vou falar o que está acontecendo. Se a nossa agricultura cair, vai ser bom pra outros países que vivem disso. Mas acredito no Brasil, esses números [de queimadas] são mentirosos sim, apesar de existirem incêndios criminosos sim. Eu vou enfrentar as críticas, vou enfrentar os chefes de Estado dos países que estão nessa campanha. O Brasil está fazendo seu dever de casa”, prosseguiu.

Bolsonaro disse, ainda, que as queimadas são normais, “que os caboclos fazem, os índios fazem, elas sempre aconteceram e seguirão acontecendo”, e garantiu que tem feito esforços para preservar a floresta. “Mas é impossível, com os recursos atuais, fiscalizar toda a região”, justificou.

Petrobras
O presidente também aproveitou a transmissão para lamentar os ataques terroristas na Arábia Saudita e disse que os preços da gasolina e do diesel subiram em média 3% no Brasil. Em seguida, garantiu que não irá interferir na política de preços da empresa. Disse, porém, que “é preciso investigar o setor para entender se há cartel ou outros problemas na cadeia [de produção]”, porque o preço nas bombas não condiz com o que é cobrado na saída das refinarias.

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