Moro diz que sargento preso com cocaína é “ínfima exceção” na FAB

O ministro retuitou post do presidente Bolsonaro: "Não vamos medir esforços para investigar e punir o crime"

Isaac Amorim/MJSPIsaac Amorim/MJSP

atualizado 26/06/2019 23:14

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou, em sua página no Twitter, nesta quarta-feira (26/06/2019), que o caso do sargento Manoel Silva Rodrigues, da comitiva de militares de apoio à viagem do presidente Jair Bolsonaro (PSL) a Tóquio, preso com 39 quilos em Sevilha, na Espanha, “é uma ínfima exceção em corporação (FAB) que prima pela honra”.

O sargento foi preso nessa terça-feira (25/06/2019), pela polícia da Espanha, no Aeroporto de Sevilha.

No Twitter, Moro ressaltou que o caso será “devidamente apurado pelas autoridades espanholas e brasileiras”.

O ministro retuitou post do presidente: “Como disse o presidente Bolsonaro, não vamos medir esforços para investigar e punir o crime”.

Jantar com senadores
Ainda na noite desta quarta, Moro participou de um jantar no apartamento do senador Marcos do Val (Cidadania-ES). Foram convidados para a reunião, além do ministro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e outros 13 senadores.

O pacote anticrime e as conversas vazadas pelo site The Intercept Brasil atribuídas a Moro e procuradores da Operação Lava Jato de Curitiba fizeram parte do cardápio de conversas. Moro chegou ao local sem dar declarações à imprensa.

Averiguação de rotina
O militar foi detido durante uma averiguação aduaneira de rotina no aeroporto de Sevilha, no sul da Espanha. A aeronave da FAB que transportava o militar, um Embraer 190, fazia uma escala na cidade espanhola, de onde seguiria para o Japão.

Segundo o jornal espanhol El País, ao abrir a mala de mão do passageiro, os agentes encontraram 37 tabletes de pouco mais de um quilo cada. De acordo com fontes ouvidas pelo El País, a droga não estava nem sequer escondida no meio das roupas.

Ainda segundo o jornal, um Tribunal de Instrução de Sevilha ordenou nesta quarta a prisão provisória do militar, sem a possibilidade de fiança. A princípio, ele está sendo investigado por suposto crime contra a saúde pública, como o Código Penal espanhol descreve o delito. (Com Agência Estado)

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