Maia rebate Salles sobre Greenpeace: “Ilação desnecessária”

Presidente da Câmara criticou ministro do Meio Ambiente e cobrou posicionamento oficial da pasta

Daniel Ferreira/MetrópolesDaniel Ferreira/Metrópoles

atualizado 24/10/2019 18:56

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) rebateu a fala do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que insinuou a participação do Greenpeace nos vazamentos de óleo em praias do Nordeste. Pelo Twitter, Maia não só cobrou uma “posição oficial” do Ministério do Meio Ambiente (MMA) a respeito do tema, como também chamou a afirmação de “ilação desnecessária”.

Mais cedo, na sua conta do Twitter, Salles escreveu: “Tem umas coincidências na vida né… Parece que o navio do #greenpixe estava justamente navegando em águas internacionais, em frente ao litoral brasileiro bem na época do derramamento de óleo venezuelano…”.  Apesar de o ministro dizer que um navio da ONG estava em frente à costa brasileira na época dos derramamentos, o MMA não deu mais detalhes sobre a questão.

Em resposta ao pedido de posicionamento do presidente da Câmara, Salles escreveu a ele que “o navio do Greenpeace confirma que navegou pela costa do Brasil na época do aparecimento do óleo venezuelano, e assim como seus membros em terra, não se prontificou a ajudar.” O democrata, então, retrucou: “Ministro, obrigado pela resposta, mas o seu tuíte faz uma ilação desnecessária”.

Além de não dar informações sobre a identificação do navio na costa, o ministro usou uma foto antiga para ilustrar o post, sem indicativo de quando ela teria sido tirada. O Metrópoles pediu ao MMA mais informações sobre a foto, se ela seria ilustrativa ou não, e também mais detalhes a respeito da identificação do navio próximo à costa brasileira. Em sua resposta, a assessoria de imprensa da pasta indicou que a reportagem procurasse o próprio Greenpeace para saber.

Em resposta ao Metrópoles, a ONG sustenta que a foto é antiga e o navio está, hoje, em Montevidéu (Uruguai), como parte da campanha internacional “Proteja os Oceanos”, que vai do Ártico até a Antártida, onde chegará no primeiro semestre de 2020. Ainda de acordo com eles, a embarcação estava na Guiana Francesa entre agosto, quando começou o vazamento, e setembro. Eles também já anunciaram, em entrevista ao Estadão, que vão interpelar o ministro judicialmente.

Últimas notícias