Manchas de óleo: Bolsonaro cobrará Venezuela na OEA, diz Salles

Em pronunciamento, ministro do Meio Ambiente diz que investigações servirão para responsabilizar quem contribuiu para o vazamento de óleo

Andre Borges/Esp. MetrópolesAndre Borges/Esp. Metrópoles

atualizado 24/10/2019 15:54

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se pronunciou em rede nacional nesta quarta-feira (23/10/2019) sobre o vazamento de óleo que já atinge todos os nove estados do Nordeste. Ele diz que o desastre vem sendo acompanhado “desde o início” pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e que ele encaminhará solicitação formal à Organização dos Estados Americanos (OEA) para cobrar um posicionamento da Venezuela, país onde teria sido produzido o petróleo.

Salles diz que o trabalho de “identificação e mitigação” enfrenta problemas técnicos, mas que, enquanto isso, prossegue “intensa investigação” sobre causas e origens desse acidente pela Marinha, guardas costeiras estrangeiras e Polícia Federal. “Amostras foram analisadas em laboratórios especializados que comprovaram que eles vêm de poços e mistura de origem venezuelana.”

Segundo ele, o intuito é “não apenas fazer cessar o aparecimento (do óleo) no litoral brasileiro” mas, também, responsabilizar “aqueles que tenham contribuído para esse desastre ambiental”.

“Desde que as primeiras manchas surgiram, o grupo de acompanhamento e avaliação composto pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), ANP (Agência Nacional do Petróleo) e Marinha vem realizando ações para retirada do óleo encontrado nas praias”, declarou o ministro, sustentando ainda que, segundo os termos do Plano Nacional de Contingência (PNC), ficou sob o desígnio da Marinha o papel de “coordenação operacional” da operação.

No comunicado, Salles classifica a ajuda popular como “inestimável, mas pede que a população local comunique as autoridades “com a máxima brevidade” caso identifiquem novos pontos de óleo e que, se participarem da retirada, utilizem equipamentos de proteção individual. O ministro também informa que o presidente liberou seguro-defeso para populações que vivem da pesca e que tenham sido atingidas pelo desastre.

Assista a íntegra do pronunciamento:

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