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Brasil

Chegaram à Bahia: manchas de óleo agora atingem todo o Nordeste

O problema, que começou a ser registrado em 2 de setembro, já atinge pontos de ao menos 60 municípios dos nove estados da região

04/10/2019 20:15, atualizado 04/10/2019 20:54
Reprodução/WhatsApp
Chegaram à Bahia: manchas de óleo agora atingem todo o Nordeste

Uma nova mancha de óleo foi encontrada na praia de Mangue Seco, no município de Jandaíra, na Bahia. Com isso, o problema passou a atingir localidades de todos os nove estados do Nordeste. A origem do problema, contudo, permanece desconhecida.

No ultimo balanço feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na quinta-feira (03/10/2019), as áreas atingidas chegavam a 124, espalhadas por 59 municípios de oito estados da região. Agora, são ao menos 60 cidades com registros da poluição.

Doze animais foram atingidos pela substância – 11 deles, tartarugas marinhas. Oito deles morreram. A substância é petróleo cru, segundo análise do órgão, mas o tipo identificado não é produzido no Brasil.

Em nota, o Ibama informou ter requisitado apoio à Petrobras para atuar na limpeza das praias. Agentes comunitários estão sendo contratados pela petrolífera, que já havia realizado treinamento prévio para ocasiões em que fossem necessários esses serviços.

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“Investigação do Ibama com apoio dos Bombeiros do DF aponta que o petróleo que está poluindo todas as praias seja o mesmo. Contudo, a sua origem ainda não foi identificada. Em análise feita pela Petrobras, a empresa informou que o óleo encontrado não é produzido pelo Brasil”, informou o órgão ambiental.

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O petróleo tem chegado às praias em diferentes intensidades desde 2 de setembro, e segue avançando. As manchas se caracterizam como vestígios, esparsas, descontínuas e contínuas de acordo com a cobertura observada na areia das praias. Por ser uma substância tóxica, a recomendação do Ibama e das superintendências estaduais de Meio Ambiente é de que as pessoas evitem o banho de mar, a prática de esportes náuticos e também a pesca, bem como evitar o consumo de frutos do mar desses locais.

(Com informações do Estadão Conteúdo)