Laranjas do PSL: PF indicia 3 assessores de ministro e 4 ex-candidatas

Indiciamento do grupo se deu por falsidade ideológica, aplicação irregular de verba e associação criminosa

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atualizado 02/07/2019 8:35

A Polícia Federal indiciou nesta segunda-feira (01/07/2019) Mateus Von Rondon (foto em destaque), assessor especial do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, além de outros dois ex-auxiliares da pasta e de quatro mulheres apontadas como candidatas laranja do PSL nas eleições de 2018. O indiciamento do grupo foi por falsidade ideológica, aplicação irregular de verba e associação criminosa. Agora, o inquérito será enviado para o Ministério Público, para apresentação, ou não, de denúncia.

Conforme as investigações da Polícia Federal, o PSL, que à época tinha como presidente em Minas Gerais o atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, utilizou candidatas em disputas de fachada para acessar recursos de fundo eleitoral exclusivo para mulheres.

As ex-candidatas indiciadas são Naftali de Oliveira Neres, Débora Gomes da Silveira, Camila Fernandes Rosa e Lilian Bernardino de Almeida. O total de votos recebido pelas quatro foi próximo de 2.100. Em depoimentos ao longo das investigações, todas permaneceram em silêncio.

Na última quinta-feira (27/06/2019), a Polícia Federal, também no âmbito das investigações sobre o esquema, prendeu Mateus von Rondon e dois coordenadores da campanha do hoje ministro a deputado federal no ano passado, Roberto Soares, conhecido como Robertinho, e Haissander Souza de Paula.

Os dois trabalhavam, respectivamente, em Ipatinga e Governador Valadares. No sábado (29/06/2019), os três tiveram pedido de prisão negado pela Justiça Eleitoral em Belo Horizonte. Nesta segunda-feira (01/07/2019), o juiz Renan Chaves Machado, da 26ª Zona Eleitoral de Minas Gerais, determinou a soltura dos três.

Relação custo por voto
O ministro do Turismo nega qualquer participação no esquema. Nas investigações, ficou comprovado, entre outros pontos, que uma gráfica utilizada no suposto esquema já não funcionava dois anos antes das eleições. A Polícia Federal apurou ainda que a empresa pertencia a um irmão de Roberto Soares.

Segundo a Polícia Federal, a relação custo por voto entre as mulheres que teriam sido usadas como laranjas no esquema era maior que a registrada entre candidatos que venceram as eleições O custo médio entre os que venceram era de R$ 10 por voto, enquanto o das candidatas do PSL era de R$ 300.

As penas máximas para os três crimes são de 9 anos e três meses de prisão. O Ministério Público de Minas Gerais também investiga o suposto esquema de desvio de recursos do fundo eleitoral.

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