PF prende assessor de ministro do Turismo em caso de laranjas do PSL

Operação mira ainda dois ex-funcionários de Marcelo Álvaro Antônio por desvio de recursos do Fundo Eleitoral no pleito de 2018

Valter Campanato/Agência BrasilValter Campanato/Agência Brasil

atualizado 27/06/2019 11:46

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (27/06/2019), um assessor especial e um ex-funcionário do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, em razão de investigações sobre o uso de candidaturas laranja no PSL nas Eleições 2018. A Operação Sufrágio II, que ocorre em Brasília e Minas Gerais, cumpre mandados de prisão temporária e busca e apreensão.

Nas primeiras horas da manhã, os policiais foram à casa de Mateus Von Rondon Martins, na capital federal, às margens do Lago Paranoá. Cerca de duas horas depois, eles deixaram o local e encaminharam o assessor especial para a Superintendência da PF em Brasília. Martins é considerado o braço direito do ministro do Turismo do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Além de Von Rondon, Roberto Silva Soares, um dos coordenadores da campanha do ministro do Turismo, Roberto Silva Soares, conhecido como Robertinho, também foi preso. Ele estava em Ipatinga, no interior de Minas Gerais.

Os suspeitos são investigados pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral, emprego ilícito do Fundo Eleitoral e associação criminosa.

Laranjas
Durante as Eleições 2018, Álvaro Antônio, reeleito deputado federal de Minas Gerais, teria patrocinado um esquema de candidaturas de fachada no estado que direcionou verbas públicas de campanha para empresas ligadas ao gabinete dele na Câmara.

A PF investiga a participação do atual ministro do Turismo na fraude e apreendeu documentos em endereços ligados ao PSL-MG. O uso de candidaturas laranja para desviar recursos do Fundo Eleitoral dentro do PSL já culminou com a queda do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que comandou o partido em 2018.

Esta é a segunda operação da PF relacionada ao caso. A primeira ocorreu em abril e mirou empresas contratadas pelas candidatas suspeitas, principalmente gráficas. A ação, batizada de Sufrágio Ostentação, teve sete mandados de busca e apreensão expedidos pela 26ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte.