Flávio cita “falhas do MP” com provas de que não cometeu ato ilícito

Senador afirma que Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro empreende uma campanha caluniosa contra ele

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 20/05/2019 23:19

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) prossegue no seu embate com o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, que investiga indícios de que o parlamentar praticou “lavagem de dinheiro por meio de transações imobiliárias e de uma organização criminosa instalada em seu gabinete na Assembleia Legislativa (Alerj)”. As investigações foram motivadas pelas movimentações financeiras de R$ 1,2 milhão do ex-assessor e ex-motorista de Flávio, Fabrício Queiroz, levantadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Em sua conta no Twitter, o senador postou, nessa segunda-feira (20/05/2019), matéria jornalística que aponta falhas no pedido de quebra de sigilo bancário de Flávio, Queiroz e outros assessores.

Segundo o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), tais falhas confirmam que o MP empreende uma campanha caluniosa contra ele, que reitera: “Não pratiquei qualquer ato ilícito”.

Confira:

Entenda
No dia 6 de dezembro de 2018, um relatório do Coaf apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em uma conta no nome de Fabrício José Carlos de Queiroz. O valor se refere ao período entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

À época, ele estava registrado como assessor parlamentar do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro. Queiroz é também policial militar e, além de motorista, atuava como segurança do deputado. Foi exonerado do gabinete no dia 15 de outubro de 2018.

Além disso, uma das transações na conta de Queiroz citadas no relatório do Coaf é um cheque de R$ 24 mil destinado à primeira-dama da República, Michelle Bolsonaro. O documento foi anexado pelo Ministério Público Federal à investigação que deu origem à Operação Furna da Onça, que levou à prisão 10 deputados estaduais da Alerj.

O filho do presidente Jair Bolsonaro registrou em cartório, entre 2014 e 2017, a compra de dois apartamentos em bairros nobres do Rio de Janeiro, no valor total de R$ 4,2 milhões. O período da compra dos imóveis é o mesmo das movimentações de R$ 7 milhões nas contas de Queiroz.

Título bancário
De acordo com o Coaf, houve o pagamento de R$ 1.016.839 de um título bancário da Caixa Econômica Federal. Uma das escrituras em nome de Flávio indica a quitação de uma dívida no valor aproximado de R$ 1 milhão, para a aquisição de um imóvel no bairro das Laranjeiras em 2017. O bem foi comprado na planta, pelo valor declarado de R$ 1,75 milhão – no mesmo ano, ele o vendeu por R$ 2,4 milhões, incluindo permuta de um apartamento e uma sala comercial.

Flávio afirmou em entrevista que o pagamento do título bancário se refere à negociação dos imóveis. Já o depósito de R$ 96 mil feito em sua conta, parcelado em 48 pagamentos de R$ 2 mil, diz respeito a uma parte do valor do negócio.

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