Flavio Bolsonaro movimentou quantia incompatível com renda, diz Coaf

Novo trecho do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras aponta transações bancárias suspeitas na conta do senador

Arquivo Pessoal/ReproduçãoArquivo Pessoal/Reprodução

atualizado 26/01/2019 15:22

Novos trechos do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam movimentação de recursos incompatíveis com a renda do senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL). De acordo com o trecho, revelado pela Veja, a “comunicação foi motivada em razão de o cliente movimentar recursos superiores a sua capacidade financeira”.

Entre 1º de agosto de 2017 e 31 de janeiro de 2018, Flavio movimentou R$ 632.229. Desse total, R$ 337.508 foram em créditos e R$ 294.721 em débitos. A suspeita é de que a renda dele não seja compatível com esse montante que apareceu na conta bancária durante esse período.

Essa não é a primeira vez que o Coaf aponta transações bancárias suspeitas ligadas ao senador. O conselho identificou a movimentação de R$ 1,2 milhão na conta do ex-assessor dele Fabrício Queiroz. Foi apontado que funcionários do gabinete de Flavio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro fizeram diversos depósitos na conta de Queiroz.

Na conta bancária do senador eleito também foram observados 48 depósitos no valor de R$ 2 mil cada um. Em entrevista, Flavio disse que o valor seria referente à venda de um imóvel e que sofria uma perseguição para atingir o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Indícios
Outro trecho revelado pela revista aponta uma suspeita do Coaf sobre lavagem de dinheiro com o envolvimento de Fabrício Queiroz. Entre 20 de dezembro de 2017 e 6 de junho de 2018, o ex-assessor sacou R$ 190 mil em 38 operações bancárias.

Entre 23 de janeiro e 15 de março de 2017, outros R$ 49 mil foram sacados de forma fracionada com a “possibilidade de ocultações da origem e destino dos portadores”, apontou o Coaf.

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