Flávio Bolsonaro determina que quem ficar com Witzel deve sair do PSL

Partido do presidente Bolsonaro abandonou o governo do até então aliado governador fluminense

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 18/09/2019 13:13

A relação entre o PSL e o governo de Wilson Witzel (PSC), no Rio de Janeiro, está terminando de maneira litigiosa. Após a bancada do partido anunciar que não mais fazia parte da gestão, na última segunda-feira (17/09/2019), o presidente do partido no Estado, senador Flávio Bolsonaro (PSL) determinou que os filiados que desejarem permanecer no governo terão de deixar o partido, que é o mesmo do presidente da República, Jair Bolsonaro.

“Nossa oposição não será ao Estado do Rio, mas ao projeto político escolhido pelo governador Wilson Witzel. Lamentável ainda ver na imprensa críticas e declarações infelizes sobre o presidente Jair Bolsonaro”, informa nota divulgada pelo senador e filho do presidente.

O PSL conta com dois secretários no governo fluminense: Leonardo Rodrigues, de Ciência e Tecnologia, e Major Fabiana, de Vitimização e Amparo à Pessoa com Deficiência. Apesar de ser suplente de Flávio no Senado, Rodrigues já indicou que pretende deixar a sigla e manter o cargo.

A vice-liderança do governo Witzel na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) também é ocupada pelo PSL, com o deputado estadual Alexandre Knoploch.

O rompimento é um problema para Witzel, já que o partido presidido por Flávio Bolsonaro tem a maior bancada da Alerj, com 12 deputados.

O governador tenta evitar o rompimento, mas foram declarações dele mesmo, com críticas ao presidente, e a vontade de disputar a sucessão ao Palácio do Planalto em 2022 que construíram a crise.

Com o fim da parceria, políticos do PSL começaram a criticar mais abertamente o governador fluminense. Nas redes sociais, os perfis do partido também começaram a atacar o adversário, como pode-se ver na postagem abaixo:

Resta saber de que lado vai ficar outro filho do presidente, Carlos. Apesar de ser vereador (licenciado) e não estar envolvido diretamente com o governo estadual, o “Zero Dois” é filiado ao PSC, partido de Witzel.

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