Fachin autoriza transferência de Geddel da Papuda para Salvador

Decisão atende a pedido da defesa do ex-ministro, preso desde 2017 por lavagem de dinheiro e associação criminosa

Valter Campanato/Agência BrasilValter Campanato/Agência Brasil

atualizado 09/12/2019 20:34

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin autorizou a transferência do ex-ministro e ex-deputado federal Geddel Vieira Lima (MDB-BA) de Brasília para Salvador (BA), atendendo a pedido da defesa. A informação é do G1 – a petição do emedebista corre em segredo de Justiça.

Ele está preso por lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso do “bunker”, um apartamento na capital baiana onde ele mantinha R$ 51 milhões em dinheiro vivo.

Preso em 2017, Geddel está, por ora, no Complexo Penitenciário da Papuda. Nos próximos dias, ele será levado ao Centro de Observação Penal (CO) – para justificar o pedido de transferência, a defesa do emedebista argumentou que ele tem família em Salvador e que sua mãe já é idosa, não pode fazer viagens interestaduais e, por isso, não vê o filho há mais de um ano.

A Lei de Execução Penal, prevê ao reú a possibilidade de ficar preso próximo ao meio social e familiar – embora não se trate de um direito absoluto, como ressalvou Fachin na decisão, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

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Antes de autorizar a transferência, Fachin perguntou à Justiça Federal em Salvador se havia vaga em algum presídio da capital e solicitou condições de alojamento; pediu que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) informasse se Geddel responde a outros processos no DF; e ao diretor da Papuda, demandou se ele achava conveniente a transferência.

O STF já está na fase final de julgamento no caso do bunker. As investigações da Procuradoria-Geral da República (PGR) apontam que o dinheiro teria vindo de desvios do MDB, de propinas da Odebrecht e repasses do doleiro Lúcio Funaro.

Em cargos públicos, Geddel passou pelos três últimos governos: o último que ele ocupou foi ministro-chefe da Secretaria de Governo do ex-presidente Michel Temer (MDB). Antes, havia sido ministro da Integração do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) e, na gestão de Dilma Rousseff (PT), foi vice-presidente da Caixa Econômica Federal.

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