Datafolha: após atentado, Bolsonaro aumenta vantagem e chega a 24%

Ciro Gomes aparece em segundo lugar, com 13%. Pesquisa mostra números de Haddad como provável candidato a presidente: 9%

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 11/09/2018 12:35

Na primeira pesquisa do Datafolha divulgada após o atentado a faca sofrido durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG) nessa quinta-feira (6/9), o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, saltou de 22% para 24% e aumentou a diferença para o segundo colocado, Ciro Gomes (PDT), com 13%. Marina Silva, candidata da Rede, caiu de 16% para 11%, ainda à frente do presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, que registrou 10%. O levantamento foi divulgado na noite desta segunda-feira (10), no Jornal Nacional.

A pesquisa também apresenta os números de Fernando Haddad, com 9% (no estudo anterior, ele aparecia com 4%). Essa foi a primeira divulgação sobre a chapa petista após o indeferimento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na madrugada de 1º de setembro. Haddad deve ser anunciado como cabeça de chapa do PT nesta terça-feira (11), data-limite para o partido oficializar seus candidatos a presidente e a vice (neste caso, Manuela D’Ávila, do PCdoB).

Os números apresentados pelo Datafolha mostram João Amoêdo (Novo), Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles empatados, com 3% cada um. Guilherme Boulos (PSol), Cabo Daciolo (Patriota) e Vera Lúcia (PSTU) permanecem com 1% das intenções de votos. Os outros candidatos não chegaram a pontuar. A margem de erro é de 2 pontos percentuais  para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Vale ressaltar: a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, decidiu na noite desse domingo (9) encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o recurso extraordinário apresentado pela defesa do ex-presidente Lula contra a decisão que negou seu registro como candidato.

Rejeição e segundo turno
Apesar de estar à frente da sondagem, Bolsonaro é o candidato com maior rejeição: 43%. Depois vêm Marina Silva (29%), Geraldo Alckmin (24%), Fernando Haddad (22%), Ciro Gomes (20%), Vera Lúcia (19%), Eymael (18%), Guilherme Boulos e Henrique Meirelles (com 17% cada). João Goulart Filho e João Amoêdo têm 15% de rejeição cada; e Alvaro Dias, 14%, sendo o menos rejeitado.

A sondagem eleitoral mostra: por melhor que esteja na estimativa de votos, no segundo turno o candidato Jair Bolsonaro perde para todos os demais concorrentes nos cenários testados. Na primeira situação hipotética avaliada, Marina Silva somaria, hoje, 43% das intenções de voto, contra 37% do presidenciável do PSL. Nessa hipótese, votos brancos e nulos seriam 18%. Outros 2% dizem não saber em quem votariam.

Contra Alckmin, Bolsonaro somaria 34%, enquanto o tucano venceria com 43%. Aqui, brancos e nulos somariam 20%, e indecisos, 3%. Numa disputa com Ciro Gomes, Bolsonaro perderia com 35%, o ex-governador do Ceará somaria 45%, brancos e nulos seriam 17%, e indecisos, 3%.

Num segundo turno contra Haddad, Bolsonaro aparece com 38%. Já o petista ficaria com 39%. Eles estão tecnicamente empatados, dentro da margem de erro. Nesta possibilidade, brancos e nulos somariam 20%, e indecisos, 3%.

Crítica dos filhos
Mesmo com Bolsonaro ampliando sua vantagem contra os adversários, os institutos de pesquisas não foram poupados por Flávio Bolsonaro, filho do presidenciável. Nesta segunda (10/9), ele foi à sede da Polícia Federal, em Brasília, pedir mais segurança para sua família.

“Datafolha e Ibope deviam ser jogados no lixo”, reclamou Flávio Bolsonaro. “Fui vítima deles quando candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro. Na véspera da votação, o Datafolha me dava 7% nas intenções de voto. No domingo, tive 14%. Por maldade ou incompetência, eles sempre erram os números. Não nos baseamos em institutos para nada”, afirmou.

O levantamento do Datafolha também é o primeiro após a decisão de não realizar a pesquisa presidencial prevista para o período de 4 a 6 de setembro. O motivo alegado foi a dúvida sobre se o estudo registrado no dia 31/8 poderia ou não trazer o nome do ex-presidente Lula, preso em Curitiba (PR) depois de condenação em segunda instância na Lava Jato, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A alegação do Datafolha foi a mesma apresentada pelo Ibope para cancelar pesquisa contratada pelo Estadão e pela Globo, prevista inicialmente para ir ao ar na noite do dia 4 de setembro, no Jornal Nacional.

Esse foi o segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira. Logo cedo, foram apresentados os números da pesquisa FSB/BTG, após estudo realizado durante esse fim de semana (8 e 9 de setembro).

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