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O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa da Misericórdia de Juiz de Fora (MG). Ele foi submetido a uma cirurgia no hospital para controlar hemorragia: o presidenciável teve uma artéria perfurada ao ser esfaqueado na região do abdômen. Os intestinos dele também foram transfixados. O ataque a Bolsonaro ocorreu na tarde desta quinta-feira (6/9), enquanto o político cumpria agenda de campanha no município mineiro.

De acordo com a equipe médica, as lesões eram graves e colocaram a vida do candidato em risco. Devido à delicadeza do procedimento cirúrgico, Bolsonaro não deve ter alta do hospital em menos de uma semana, podendo ficar internado por até 10 dias. Mas, nesta noite, ele respira sem ajuda de aparelhos, está consciente e seu quadro clínico é estável, embora ainda considerado grave.

Veja fotos abaixo: 

O presidenciável deu entrada na emergência da Santa Casa às 15h40 e chegou a levar pontos para fechar o ferimento, pois o exame preliminar apontava corte superficial. No entanto, após passar por uma ultrassonografia, foi constatado que uma artéria havia sido rompida, e isso levou o paciente a ter uma queda brusca de pressão. Diante do risco de perfuração de órgãos, como fígado e pulmão, e hemorragia interna, a equipe médica decidiu operá-lo.

O procedimento terminou por volta das 19h, envolveu sete médicos e constatou que os intestinos do político também tinham sido perfurados. Ele recebeu quatro bolsas de sangue em transfusão para estancar a hemorragia e foi submetido a uma laparotomia exploradora: procedimento pelo qual o abdômen é aberto para os médicos corrigirem a lesão – no caso de Jair Bolsonaro, uma no intestino grosso e três no delgado.

Conforme divulgado pelo hospital durante coletiva de imprensa realizada nesta noite, os médicos removeram a parte afetada do intestino grosso e costuraram o delgado. Ele passou por uma colostomia, recebendo, por fim, uma bolsa intestinal externa, para a área afetada não ser infectada com fezes. Dentro de dois meses, deve ser operado novamente para a remoção da bolsa.

A família pretende transferi-lo para o Hospital Sírio-Libanês em São Paulo, mas ainda é avaliado se ele terá condições de deixar a Santa Casa de Juiz de Fora nas próximas horas ou posteriormente. Uma equipe da unidade de saúde paulista já acompanha a recuperação do candidato em Minas Gerais. A expectativa dos médicos é que ele precise permanecer hospitalizado por um prazo de uma semana e 10 dias.

O ataque
Líder das pesquisas de intenção de voto à Presidência da República, Jair Bolsonaro cumpria agenda em Juiz de Fora quando foi atacado. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o deputado federal sendo carregado por apoiadores após ser atingido na região do abdômen. Nas imagens (assista abaixo), Bolsonaro aparece com as mãos na barriga. O fato foi confirmado pelos filhos do parlamentar, na internet, e também pela polícia local.

Candidato a senador pelo Rio de Janeiro e filho do presidenciável, Flávio Bolsonaro comentou o episódio. “Jair sofreu um atentado agora em Juiz de Fora, uma estocada com faca na região do abdômen. Graças a Deus, foi apenas superficial e ele passa bem. Peço que intensifiquem as orações por nós”, escreveu. Mais tarde, a família soube que, na verdade, a facada havia perfurado órgãos e rompido uma artéria.

No vídeo, é possível ver que o agressor é contido por populares logo depois de atingir o presidenciável. A Polícia Federal confirmou que deteve o homem e vai abrir inquérito para apurar as circunstâncias do fato. Em nota, a PF informou que o parlamentar contava com a escolta de policiais federais quando foi atacado. A Polícia Militar do estado de Minas Gerais, por sua vez, relatou que o agressor, Adélio Bispo de Oliveira, já tinha passagem por lesão corporal.

Em seus compromissos, Bolsonaro tem sido acompanhado por uma equipe da Polícia Federal. Por lei, candidatos à Presidência da República têm direito a serem escoltados durante o período eleitoral. Em agenda no interior de São Paulo, ele chegou a utilizar colete à prova de balas. No momento do ataque, ele não estava usando o item de proteção.

 

Assista ao momento da agressão em câmera lenta:

Filhos de Bolsonaro comentam episódio em Juiz de Fora:

Presidenciáveis comentam ataque em Minas Gerais
Adversários de Jair Bolsonaro (PSL) na corrida presidencial comentaram a agressão ao militar da reserva em Juiz de Fora. Para Guilherme Boulos (Psol), “violência não se justifica”. Representante do PSDB, Geraldo Alckmin falou em “ato deplorável”, enquanto o emedebista Henrique Meirelles afirmou que o Brasil precisa encontrar o “caminho da paz”. O petista Fernando Haddad (PT) desejou pronto restabelecimento a Bolsonaro.

Colaborou Rafaela Benez