Damares sobre filha: “Eu nunca sequestrei uma criança indígena”

A ministra da Família, Mulher e dos Direitos Humanos afirmou que resgatou a criança, que seria executada por ter nascido de mãe solteira

Hugo Barreto/MetrópolesHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 21/01/2020 14:21

A ministra Damares Alves, da Mulher, Família e Direitos Humanos, falou sobre o suposto sequestro da sua filha Lulu, criança indígena que foi adotada por ela. Segunda a titular da pasta, ela resgatou a menina, que supostamente seria executada por ser filha de mãe solteira. As declarações foram dadas em entrevista à repórter Raquel Sheherazade, do SBT.

“Na comunidade dela, filhos de mãe solteira têm que ser sacrificados”, explicou. Segundo Damares, a menina foi abandonada na floresta e encontrada por caçadores que as levaram para a chácara missionária na qual ela trabalhava.

“Eu fui proibida por muitos anos de falar porque eles acham que eu faço interferência cultural, só que eu tenho entendimento que a cultura não pode ser maior do que a vida”, disse. “Eu nunca sequestrei uma criança indígena ainda”, brincou, pontuando que se esse for o único recurso para salvar a vida de uma criança ela fará isso.

Damares ainda afirmou que não se arrepende da comemoração que causou polêmica nas redes sociais ao falar que menino veste azul e menina veste rosa.

“O que é que eu queria dizer com aquilo? A criança pertence à família, a criança não pertence ao Estado. A família tem o direito e a liberdade, se quiser vestir rosa, se quiser vestir azul (…) O que a gente estava querendo dizer é o seguinte: chega de patrulhamento, chega de ideologia, chega de confusão, vamos todo mundo ser feliz”, disse.

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