Crítica argentina sobre Mercosul preocupa o Brasil, diz chanceler

"Claro que eles não assumiram [ainda]. Temos que ver que mensagem eles trarão", acrescentou Ernesto Araújo

Cleia Viana/Câmara dos DeputadosCleia Viana/Câmara dos Deputados

atualizado 27/11/2019 22:44

Em exposição feita nesta quarta-feira (27/11/2019) na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, o chanceler Ernesto Araújo disse que o governo brasileiro está preocupado com os sinais emitidos pelo novo governo argentino em relação ao Mercosul. “Se o segundo sócio do Mercosul tem uma visão tão incompatível quanto aquilo que consideramos a essência do Mercosul, precisamos pensar nisso”, disse.

O novo governo argentino assume em 10 de dezembro no lugar do atual presidente Maurício Macri. O futuro presidente da Argentina, Alberto Fernández, e a vice-presidente, Cristina Kirchner, foram eleitos em primeiro turno em 27 de outubro.

Sinais
“Claro que eles não assumiram [ainda]. Temos que ver que mensagem eles trarão”, acrescentou Ernesto Araújo. O chanceler citou, como “sinais que ameaçam a essência do Mercosul”, informações vindas da Argentina de que o novo governo questionará não só o comércio bilateral com o Brasil como também a extensão do acordo fechado com a União Europeia.

Segundo ele, os questionamentos com relação ao comércio bilateral podem ser “interpretados como barreiras intraMercosul”. “Não é que queiramos ter uma relação má com a Argentina, queremos ter a melhor relação possível, é um país irmão, sempre será, independentemente do governo”, acrescentou Ernesto Araújo.

O ministro foi convidado pela Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados para falar sobre a política de divulgação da cultura brasileira no exterior. Ele enumerou projetos visando à projeção de artistas brasileiros no exterior em todos os campos, incluindo música, balé, teatro e artes plásticas.

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