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Política

Coordenador da campanha afirma que Centrão fechará com Alckmin

Luiz Felipe d'Avila ainda fez análise sobre possível perda de votos de Ciro Gomes (PDT)

Estadão Conteúdo18/07/2018 17:12, atualizado 18/07/2018 17:18
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Michael Melo/Metrópoles
Geraldo Alckmin. Foto: Michael Melo/Metrópoles

Para o coordenador do programa de governo do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) nas eleições 2018, Luiz Felipe d’Avila, os partidos do chamado Centrão tendem a fechar acordo com o tucano. Ele  avaliou que o possível lançamento de um candidato do PT ao Planalto vai tirar votos de Ciro Gomes (PDT), outro pretendente ao Planalto e que também negocia aliança com legendas do bloco.

“Hoje, o Centrão tende a fechar mais com o Geraldo porque ele tem mais perspectiva de crescimento e esses partidos querem, é óbvio, alguém que tenha perspectiva de poder”, afirmou.

Na opinião de d’Avila, o candidato a ser “ungido” pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato, vai tirar votos de Ciro e de Marina Silva (Rede), dando espaço para que Geraldo Alckmin tenha fôlego e chegue ao segundo turno da disputa: “O Fernando Haddad aparece na pesquisa com 2%. Se ele for ungido pelo Lula, terá 15%. Quando o candidato do PT se tornar mais competitivo, quem vai perder votos são o Ciro e a Marina porque eles estão capitalizando esse buraco.”

Nesta quarta-feira (18/7), dirigentes de DEM, PP, PRB e Solidariedade fazem mais uma reunião para decidir quem será o candidato apoiado pelo bloco nas eleições 2018. Outro ponto a favor do tucano, acrescentou o coordenador do programa, são os “palanques fortes” do PSDB em São Paulo e Minas Gerais.

Luiz Felipe d’Avila classificou Alckmin como o “líder do pelotão do centro”. “A negociação do centrão é uma análise futurista sobre quem tem chance de sobressair no segundo turno. Nessa conjuntura, a candidatura do PT deve diminuir as outras duas candidaturas ditas de esquerda. Com o pelotão do centro dissolvendo ao longo desses próximos dez dias, e ele (Alckmin) foi o líder desse pelotão do centro, o que tende é ele começar a crescer”, afirmou.