Bolsonaro reconhece que privatização dos Correios depende do Congresso

Presidente da estatal, Floriano Peixoto afirmou que a missão que recebeu foi a de recuperá-la financeiramente

Vinícius Santa Rosa/MetrópolesVinícius Santa Rosa/Metrópoles

atualizado 10/08/2019 16:25

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse neste sábado (10/09/2019) que a privatização dos Correios, ora em estudo pelo governo, “não é fácil” e reconheceu que a decisão sobre o destino da estatal passa pelo Parlamento. O presidente lembrou a decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu que a venda de algumas estatais, como os Correios, precisa de aval do Congresso Nacional.

Questionado sobre se a privatização dos Correios será concluída em seu mandato, Bolsonaro disse que não “depende” dele. “Não sei cara, como eu posso responder para você? Não depende de mim as coisas. Ainda bem que depende de outras pessoas, às vezes você erra”, respondeu.

Em seguida, chamou o presidente dos Correios, Floriano Peixoto, que o acompanhava, para falar com a imprensa sobre o assunto.

Recuperação
Peixoto afirmou que recebeu do presidente a “missão” de recuperar a empresa. “Temos que recuperar. A missão que eu recebi do presidente, que estamos cumprindo fielmente, evidentemente por uma questão de lealdade e autoridade que ele tem, é de recuperar financeiramente os Correios. Os Correios precisam ser recuperados, estão em situação muito difícil de finanças, então ele entrará num processo”, disse Peixoto, sendo interrompido por Bolsonaro, que quis trocar de assunto.

“Estou esperando uma pergunta sobre o Adélio, que tentou me matar”, cobrou o presidente, em referência à Adélio Bispo de Oliveira, que o esfaqueou no ano passado durante a campanha eleitoral.

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