Sob rumores de privatização, Floriano determina tesourada nos Correios

Presidente da estatal decidiu revisar contratos da empresa, reduzir viagens a trabalho e suspender horas extras de funcionários

Vinícius Santa Rosa/MetrópolesVinícius Santa Rosa/Metrópoles

atualizado 08/08/2019 17:11

Em meio às ameaças de greve de servidores e aos rumores de privatização, o presidente dos Correios, Floriano Peixoto, decidiu reduzir despesas e dar uma tesourada nos gastos da estatal. Em documento elaborado por um grupo de trabalho, ao qual o Metrópoles teve acesso, o general determina a adoção de medidas “emergenciais”, como a renegociação de todos os contratos de locação de imóveis e de prestação de serviços, suspensão de autorizações para realização de horas extras e também de contratações de consultorias externas.

Peixoto mirou ainda a redução de itens estocáveis e restrições nas condições de viagens à serviço (com voos apenas em classe econômica) para integrar o rol de intervenções do memorando circular remetido aos gestores da empresa. As ações, segundo relata, fazem parte de um projeto de fortalecimento das finanças da empresa.

“Meu papel específico, que estou trabalhando com muita intensidade, é de fortalecer a empresa financeiramente, torná-la mais sustentável e mais robusta financeiramente. Esse é o espírito que me move, e nada além disso, até que me sejam transmitidas outras orientações”, afirmou ele à coluna.

SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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