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O presidente eleito Jair Bolsonaro titubeou ao responder, nesta quarta-feira (5/12), se o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, poderá deixar o governo caso seja comprovado que ele cometeu alguma ilicitude. Nesta semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a abertura de investigação para analisar as acusações de caixa 2 contra ele, feitas por delatores da J&F.

“Havendo qualquer comprovação de uma denúncia robusta, contra quem quer que esteja no governo, ao alcance da minha caneta Bic, ela será usada”, declarou Bolsonaro. Mais cedo, o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, disse, em Belo Horizonte, que, se encontradas irregularidades na investigação aberta contra Onyx, o deputado do DEM terá de deixar o seu governo.

Bolsonaro respondeu a pergunta semelhante dizendo que “nada o preocupava” e que no caso de “denúncia robusta” haveria afastamento do futuro governo.

Hoje, ao ser questionado, Bolsonaro primeiro parou, pensou, e só depois, com muito cuidado, resumiu que qualquer um sob denúncia será afastado, sem se estender na resposta e encerrando a entrevista.

Pela manhã, o general Mourão, afirmou: “Uma vez que seja comprovado que houve ilicitude, é óbvio que terá que se retirar do governo. Mas, por enquanto, é uma investigação”.